Pelo filho doente, lutador desiste de aposentadoria e quer entrar com ele em despedida do octógono

Australiano Dan Kelly quer estar ao lado do filho Erik, que sofre da doença incurável cistinose; ele quer luta no UFC Adelaide, em dezembro

D. Kelly ao lado do filho Erik. Foto: Reprodução / Twitter

O Brasil comemora neste domingo (12) o ‘Dia dos Pais’, mas uma história pra lá de emocionante envolvendo genitor e cria comoveu a todos no mundo do UFC. O peso médio Dan Kelly, de 40 anos, havia pendurado as luvas em sua última luta, em maio, mas ele decidiu voltar a competir pelo filho Erik, de 12 anos. Ele tem uma grave doença genética chamada  “cistinose”. Se não for tratada, a enfermidade, que não tem cura, pode levar todos os órgãos à falência. Por isso, comovido pela situação do filho, Kellly decidiu voltar ao octógono e entrar na área de lutas acompanhado do herdeiro. Ele pediu ao Ultimate para lutar no UFC Fight Night Adelaide, dia 1 de dezembro, na Austrália.

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Kelly pediu a companhia do filho no momento da entrada na área de lutas, que em principio, ficou preocupado em não atrapalhar o pai no momento de concentração. “Você não vai me atrapalhar, cara! Eu quero você lá!”, revelou Kelly, em entrevista ao jornal australiano “The Herald Sun” “Quero que ele caminhe para o octógono ao meu lado. Todos conhecem a história dele. Sempre a mantive um pouco longe dos holofotes, mas acho que seria um momento especial para dividir com ele: poder entrar rumo ao octógono pela última vez com o pai”, completou.

Apesar do desejo de Kelly, o UFC ainda não confirmou o duelo, já que o australiano está sem contrato com o evento. Porém, o lutador acredita que pode enfrentar o norte-americano Zak Cummings no show.

“Essa é uma luta que faz muito sentido, e é boa para mim. Ele (Cummings) tem um bom cartel, não é nenhum garoto – tem 34 anos – e é especialista em luta agarrada. É sempre divertido lutar contra caras assim (tenho um bom retrospecto contra eles). Decidi dizer que aceitava. Seria ótimo lutar uma última vez”, encerrou.

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