Carlo Prater se defende: “Não fiquei estendido à toa no chão”

Dez anos e 40 lutas depois de começar no MMA, Carlo Prater teve a chance de realizar um sonho: atuar pelo UFC. Escalado para enfrentar Erick Silva na segunda edição do UFC Rio, Prater acabou se envolvendo na maior polêmica do evento ao ser declarado vencedor por desclassificação do oponente.

Na ocasião, Erick nocauteou Carlo em menos de 30 segundos de luta. Ainda dentro do octógono, o árbitro Mario Yamasaki anunciou que o capixaba lançara golpes na nuca do paulista e assim oficializou Prater como vencedor por desqualificação. Muitos contestaram a decisão e Wallid Ismail, empresário de Silva, entrou com um pedido no UFC para alterar o resultado para no contest (sem resultado). O UFC não acatou a apelação e manteve o que foi decidido por Yamasaki.

Dias depois do ocorrido, finalmente Carlo se pronunciou. Em entrevista ao Globoesporte.com, o lutador disse que o árbitro Mario Yamasaki “agiu certo” ao interromper a luta:

“Eu não fiquei estendido à toa no chão. Que fique claro. Eu fiquei no hospital até segunda-feira. Me pediram para abafar porque, de fato, não acrescenta nada para mim e nem para o Erick. (…) Olhando o vídeo, pude reparar que houve pelo menos nove golpes atrás da cabeça. São ilegais.”

Prater ainda disse que não há nenhum problema com relação a Erick Silva. Já em relação ao comentarista Joe Rogan, que tentou mostrar ao árbitro que os golpes lançados por Erick não foram ilegais, Carlo declarou:

“Acho que a maneira como o Joe Rogan agiu foi totalmente antiética. Ele apelou para o nacionalismo daquele momento. Deixou ser levado pela plateia. Um verdadeiro profissional não faz isso. Ele foi torcedor e deveria agir como um comentarista. O Mário é um milhão de vezes mais competente que o Joe Rogan. Vive de luta há 20 anos. Joe Rogan é um ‘’tira onda’’, amiguinho da galera. Não conhece nada de luta. Mas nada contra, seres humanos erram e eu não tenho ressentimento.”

Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC

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