Lyoto Machida diz que USADA perdeu credibilidade após último caso envolvendo Jon Jones

Brasileiro critica a diferença de tratamento da entidade entre o campeão meio-pesado e os demais atletas

L. Machida (foto) critica USADA por tratamento diferente entre lutadores. Foto: Reprodução/Twitter UFCBrasil)

A Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA), que controla os exames dos atletas do Ultimate, foi alvo de críticas pelo brasileiro Lyoto Machida. Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, o ‘Dragão’ criticou a parcialidade da comissão ao permitir que Jon Jones enfrentasse Alexander Gustafsson no UFC 232. Em dezembro de 2018, o norte-americano testou positivo para substâncias proibidas.

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“Não gosto de julgar ninguém. Talvez a USADA está dizendo a verdade e as substâncias encontradas são restos da contaminação antiga. Mas, como tudo é um jogo de interesses, nós temos perguntas e nunca sabemos o que está acontecendo, nada que está por trás disso tudo”, disse Machida. “Não sabemos das intenções da USADA e nem das intenções do UFC. Por isso, eu prefiro permanecer em silêncio e não me envolver, porque eu estou mais focado no Bellator agora”, comentou o brasileiro.

Na época, o evento estava marcado para acontecer em Las Vegas (EUA), mas, como Jones não conseguiria regularizar sua situação a tempo para lutar no estado de Nevada, todo o card foi alterado às pressas para a cidade de Los Angeles (EUA). Na ocasião, foi dito que as substâncias encontradas na urina de Jones eram restos da dosagem flagrada no último caso envolvendo o atual campeão, em 2017, quando o norte-americano foi suspenso por 15 meses.

Lyoto, porém, admitiu ter ficado chateado quando soube do tempo de suspensão de Jones, pois, ao seu ver, a comissão tratou o caso de Jon diferente quando comparado com outros atletas da companhia, o que, para o brasileiro, tira a credibilidade da entidade.

“O que tenho ouvido é que tira um pouco de credibilidade. São dois pesos e duas medidas. Podemos dizer que todas as outras comissões têm falhas. Mas podem ter falhas que são intencionais, quando são usadas para proteger alguém, ou são falhas dentro do próprio sistema.”

Em 2016, Machida assumiu ter ingerido uma substância proibida em seu período de treinamentos para o UFC Tampa (EUA), onde enfrentaria Dan Henderson. O brasileiro foi suspenso por 18 das competições oficiais.

Pelo UFC, após a suspensão, Lyoto lutou por mais três vezes, vencendo dois embates e sendo derrotado outro.

Em 2018, após o término de contrato com o Ultimate, o ‘Dragão’ assinou contrato com o Bellator. Após se transferir para a empresa concorrente, Machida se diz aliviado por não ter mais de ‘encarar’ a USADA em sua carreira.

“Para dizer a verdade, eu sempre fiquei muito tenso com a comissão. Pergunte a qualquer lutador do UFC. Existe tensão no ar porque você nunca sabe o que vai acontecer. Você nunca sabe se houve contaminação e as penalidades são cruéis, normalmente”, finalizou o lutador.

O próximo compromisso de Lyoto Machida será contra o norte-americano Chael Sonnen, no dia 14 de junho, em Nova York (EUA). Será a segunda vez que o brasileiro luta após o fim de seu contrato com o UFC.

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