Cris Cyborg narra momento de reflexão após derrota para Amanda Nunes

Ex-campeã do UFC, curitibana revela frustração por derrota para a compatriota, em 2018, que lhe custou o cinturão das penas

A. Nunes (esq.) venceu C. Cyborg por nocaute em dezembro de 2018. Foto:Reprodução / Facebook ufc

Que Cris Cyborg é uma grande atleta, isso ninguém questiona. No entanto, assim como muitos ícones em diversos esportes, a brasileira teve de passar pelo duro teste de ser derrotada. Em entrevista ao ‘MMA Fighting’, a curitibana narrou os momentos que sucederam sua fatídica derrota para Amanda Nunes, em 2018, quando perdeu uma invencibilidade de mais de dez anos, além de ter seu ciclo como campeã das penas (até 65,7kg.) encerrado.

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“A pior coisa depois de uma derrota é tomar um banho. Quando você vai tomar seu banho sozinha e as lembranças começam a vir à sua cabeça o tempo todo e você começa a se questionar. Um lado diz uma coisa e o outro diz outra. É uma luta dentro da sua cabeça sempre que você vai para o banho. A semana depois do confronto foi um momento difícil”, afirma a curitibana.

Depois da derrota, a brasileira começou a analisar as possibilidades e encontrou algo que pode ter influenciado na forma com que atuou contra uma oponente bastante perigosa. Segundo Cyborg, seu período de treinamento foi cercado por momentos de stress.

“Acho que tem algo errado quando não há problemas nos treinamentos. Eu sempre enfrento problemas e isso me motiva. Eu treinei nove meses para essa luta e tinha muito estresse. Não é uma desculpa, mas eu atuei de forma emocional nessa luta. Não é o que treinei. Nós nunca pensamos que perderíamos no primeiro round. Eu vou até o final. Dou tudo de mim e se me derrotarem, ainda vou até o fim”, confessou a brasileira.

Quase um ano e meio após o resultado negativo, Cris, agora, calça as luvas do Bellator. A curitibana, que já conquistou o cinturão das penas logo em sua estreia, no entanto, não desiste de tentar uma revanche, mesmo que ambas estejam em companhias concorrentes. Na última semana, a brasileira sugeriu uma hipótese para que sua atual empresa e o UFC fizessem um evento cruzado, que pudesse promover um duelo das campeãs das duas organizações.

“Não é um sonho, é um plano para o MMA. Fazer algo diferente. Uma superluta entre a campeã do Bellator e a campeã do UFC, Amanda Nunes. Acho que ajudaria muito o MMA”, finalizou.

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