Ngannou admite dificuldades para manter foco em treinos durante o período da pandemia: ‘É estranho’

Com luta contra Jairzinho Rozenstruik neste sábado, franco-camaronês fala com sinceridade sobre instabilidade no período de treinamentos e revela estresse com remarcações de eventos

F. Ngannou fala sobre dificuldades de treinos durante a pandemia. Foto: Reprodução/Facebook UFC

Embora esteja tudo certo para que Francis Ngannou e Jairzinho Rozenstruik travem o aguardado combate neste sábado (9), pelo UFC 249, nem tudo são flores para os atletas envolvidos no card da Flórida (EUA). Um dos atletas mais temidos do Ultimate, o franco-camaronês confessou a dificuldade em manter o foco para seu compromisso contra o surinamês diante da pandemia do coronavírus (Covid-19) e o consequente reagendamento de cards.

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“Tem sido muito exaustivo, muito frustrante (mentalmente). É difícil manter a motivação e trinar todos os dias sem saber se a luta vai acontecer ou não. Você sempre desconfia se vai acontecer ou não, e aí tem que manter a mesma intensidade para o confronto”, disse Francis em entrevista ao ‘MMA Fighting’.

Ngannou também explicou que o processo de cancelamento ou adiamento de uma apresentação pode causar um prejuízo sem tamanho na preparação de um lutador de alto nível. A incerteza pode prejudicar o aporte mental necessário para um confronto de muita importância.

“Entre cada cancelamento e o novo horário, há sempre um dia em que é como se a luta fosse adiada, por isso largamos tudo e, na nossa mente, não sabemos o que vai acontecer. Alguns dias depois disso, é remarcado para essa data, e você deve se recompor e voltar ao treinamento”, confessou.

Obrigado a treinar em um cenário totalmente diferente do normal, já que o número de treinadores e companheiros de equipe deve ser reduzido em respeito ao isolamento social, o franco-camaronês esclareceu que sua preparação não é a ideal para realizar um confronto. O atleta, porém, aceitou manter o compromisso e continuar no card.

“A realidade é que as coisas não são como eram antes. Só é preciso fazer com que funcione de alguma forma. Penso que estamos todos (os atletas) passando por isto. Isto não é exclusivo para mim. Portanto, todos os lutadores estão lidando com isto. Talvez alguém tenha uma maneira melhor de lidar com isto, ou ajustaram-se muito rapidamente. É estranho. Não são as melhores condições em que gostariam de estar, mas, no fim de contas, continua a ser uma espécie de desafio que se pode aceitar. Por isso, aceitamos”, finalizou.

No confronto entre os pesados (até 120,2kg.), uma vitória pode garantir ao vencedor a chance de lutar pelo cinturão contra o vencedor da trilogia entre Stipe Miocic e Daniel Cormier.

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