Lutas sem público podem adiar aposentadoria de Demian Maia no MMA: ‘Penso em fazer dois confrontos’

Aos 42 anos, brasileiro cogita estender compromisso com UFC para poder se despedir do esporte diante de uma torcida; atleta cita possíveis rivais e explica vontade de revanche contra 'Spider'

Com 42 anos e uma carreira vitoriosa dentro do MMA, Demian Maia está muito próximo de encerrar sua carreira no esporte. A notícia não é novidade, no entanto, o atleta revelou que pode estender seu contrato com o UFC por mais um compromisso, em função de, agora, a organização estar promovendo combates sem público por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19). Em entrevista exclusiva ao canal no YouTube do SUPER LUTAS, o paulista falou sobre a possibilidade, escalou possíveis rivais e explicou o desejo de uma revanche com Anderson Silva.

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Profissional no MMA desde 2001, com quase 40 apresentações e duas disputas de cinturão do Ultimate, o brasileiro se colocou do patamar de um dos maiores ícones da história do esporte no país e uma referência na transição do jiu-jitsu das artes marciais mistas. Com um histórico rico, o atleta, que tem apenas mais uma luta no contrato com o UFC, acredita que merece uma despedida com ‘casa cheia’ e pode estender seu contrato por mais um desafio.

Adeus com torcida

“Eu estava pensando em fazer duas (lutas). Eu não queria fazer minha última luta sem público. Aí, eu pensei na possibilidade de fazer duas, para poder fazer uma do jeito que está sendo, que provavelmente vai ser assim nos próximos meses e, aí, fazer uma de encerramento com público. Vai depender de um monte de coisa”, disse Demian.

Possíveis adversários

Com vários adversários de peso em seu extenso cartel como lutador de MMA, Demian não esconde suas preferências quando se trata de rivais para seu compromisso de despedida. Ciente de que ainda pode atuar em alto nível, o brasileiro sugeriu três nomes de peso para o ‘adeus’.

“(Diego Sanchez) é minha escolha número um. Eu quero lutar com ele, ele quer lutar comigo, não é de hoje. A gente vem pedindo para o UFC, mas ainda não tivemos sucesso. Agora, uma luta interessante seria do (Donald) Cerrone, pelo fato de ser o único cara que está à frente de mim em maior número de vitórias no evento (23) de todos os tempos e uma terceira opção seria fazer uma revanche com o Anderson (Silva) também seria algo interessante”, declarou.

Desforra contra ‘Spider’

Quem acompanha o esporte há mais tempo deve se lembrar da polêmica luta entre Anderson e Maia, válida pelo cinturão dos médios (até 83,9kg.), disputada em abril de 2010. Na ocasião, ‘Spider’, então campeão indiscutível da categoria, acabou vencendo, mas deixou o octógono bastante criticado por ter evitado contato com Demian nos momentos finais da luta. Silva manteve seu cinturão na decisão unânime dos juízes e, ao fim, acabou sendo duramente criticado pelo presidente do UFC, Dana White. 10 anos depois, Maia explica o desejo de voltar a trocar forças contra a lenda do esporte.

“Tem o negócio pessoal, de desafio, de enfrentar ele depois de 10 anos, de ver como seria hoje. Eu me sentia um cara muito mais inexperiente naquela época. Acho que é uma luta que chamaria a atenção do mundo inteiro, não só dos fãs brasileiros”, contou Demian.

Legado no UFC

Embora seja o segundo atleta com mais vitórias dentro da companhia chefiada por Dana White, Maia nunca chegou a conquistar um cinturão da organização, mesmo que tenha batido na trave por duas vezes (2010 e 2017). Mesmo sem um título na estante, o brasileiro acredita que seu papel foi cumprido dentro da empresa, o que o torna um dos nomes que serão lembrados para sempre no esporte.

“Faltou dar um pouco mais de sorte. Principalmente na primeira disputa (contra ‘Spider’). Eu era muito inexperiente, tinha muito pouco tempo no mundo do MMA. Não tinha muita malandragem, e o Anderson no auge dele. Na segunda disputa (contra Tyron Woodley), acho que tive o azar do tempo. De ser chamado para a luta quatro semanas antes e não poder fazer a preparação ideal. Fora isso, acho que consegui o que eu queria, que é chegar lá, representar o que é o jiu-jitsu e divulgar nossa arte marcial”, finalizou.

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