​​Os 11 atletas mais promissores do Brasil, e porque eles são

Conheça os brasileiros que podem brilhar no octógono, ringues, quadras e campos do mundo

M. Dern é um dos destaques brasileiros no UFC. Foto: Reprodução/Instagram @mackenziedern

Em toda história do nosso país podemos encontrar brasileiros que quebram os paradigmas e vencem apesar das condições em que se encontram.

É fato que os investimentos em esportes, principalmente infraestrutura e apoio financeiro a atletas no Brasil, é deficitário, como aponta a comparação entre os orçamentos da Lei Orçamentária Anual 2020 que propôs um valor 49% menor para os esportes em relação a 2019 e vem diminuindo com o passar dos anos. Se comparar com o investimento em 2016, a diferença sobe para 74%, sem contar a inflação.

Com exceção do Futebol Masculino, outros esportes “sobrevivem” e raramente são citados, mesmo que haja resultados expressivos por parte de atletas aguerridos que lutam para conquistar grandes resultados, muitas vezes sem as melhores condições para tal.

A KTO casa de apostas online selecionou abaixo, 11 atletas promissores que vem conquistando excelentes resultados em seus esportes para ficarmos de olho nos próximos anos:

CICLISMO (MTB)

Henrique Avancini (32), nascido em Petrópolis no Estado do Rio de Janeiro, o carioca teve seu primeiro contato com a bike através de seu pai, que era dono de uma bicicletaria.

Sua história em competições começou aos 8 anos, quando disputou pela primeira vez um torneio com uma bicicleta montada por seu pai, que reaproveitou a sucata de um quadro de 22” maior que o ideal para o pequeno garoto, e transformou em um quadro de 12,5” feito especialmente para ele.

Logo após seus primeiros passos, adaptou seu estilo para o Mountain Bike (MTB) Cross Country e com muito foco e trabalho árduo, se tornou o primeiro piloto a vencer o campeonato brasileiro em TODAS as categorias do Junior até o Elite.

Entre seus principais títulos estão a medalha de ouro no Sul Americano de Santiago em 2014 e o bronze no Pan-americano de Lima em 2019 e o Bicampeonato mundial de MTB no mesmo ano.

Henrique Avancini continua sendo uma grande esperança brasileira para os próximos anos mesmo não tendo feito boa prova e saído da disputa por medalha na Olimpíada de Tóquio 2020.

BOXE AMADOR

 Com a Olimpíada em transcurso, você deve ter ouvido o nome de Keno Machado.

O boxeador de 21 anos, nascido no interior da Bahia, na cidade de Conceição do Almeida, vem de família humilde e se orgulha desse fato.

Começou no boxe muito cedo e o próprio atleta diz que não imagina sua vida sem o esporte.

O jovem nordestino, de cidade pequena com menos de 18 mil habitantes, começou no esporte por causa de um projeto social, o mesmo que em 2013 o encontrou e levou para São Paulo para treinar na equipe de Tony Boxe. Na capital, o baiano conseguiu desenvolver suas habilidades e, com alimentação adequada, logo vieram suas primeiras conquistas.

Atualmente, Keno mora no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Boxe, em Santo Amaro.

Dono de uma ótima técnica, Keno tem em seu currículo seis títulos estaduais, dois campeonatos nacionais, um título Continental, em 2018, Copa “Cinturón de Oro”, no Equador, além da medalha de prata no Pan-americano de Lima em 2019, ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, disputado em 2018 na cidade de Buenos Aires (ARG).

O boxeador, impressiona por sua altura e envergadura tendo 1,91m e disputa nas olimpíadas de Tóquio 2020 na categoria 75-81kg.

TÊNIS

Luisa Stefani, natural de São Paulo, a tenista de 23 anos que começou no tênis, precocemente, aos 10 anos e mudou-se para os Estados Unidos com a família aos 14, onde começou a treinar em Tampa, Flórida, visando mais competitividade e apoio no esporte.

Os primeiros passos no tênis, onde começou junto com seu irmão mais velho, Arthur, foram fazendo aulas uma vez por semana e logo demonstrou que queria mais. Jogou os campeonatos paulista, brasileiro e Sul Americano, e após uma semana de treinos, como convidada, nos EUA, a família resolveu vender tudo no Brasil e partir em busca do sonho da filha.

Logo no ano de 2015, aos 18, já jogava as chaves principais dos quatro Grand Slams juvenis, alcançando as semifinais de duplas do US Open juvenil daquele ano, chegando à sua melhor posição no ranking juvenil, se colocando em 10º lugar do ranking da ITF (International Tennis Federation).

Luisa, a partir de 2017, se especializou em Duplas onde obtém seus melhores scouts e atualmente ocupa a melhor colocação no ranking da ATP (23ª colocada).

A tenista possui em sua estante de títulos 2 WTA, 125K, 15 ITF além da medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos de Lima no ano de 2019.

SKATE

Rayssa Leal, a “fadinha”do skate.

Aos 13 anos, a maranhense de Imperatriz, ganhou fama internacional após viralizar na internet e ter seu vídeo repostado no twitter por Tony Hawk, considerado o maior skatista de todos os tempos.

Rayssa começou no skate aos seis anos de idade e alternava entre os estudos e o esporte, incentivada por sua mãe.

Apesar da pouca idade, a menina coleciona títulos expressivos na sua modalidade favorita, o Street.

Aos onze anos, foi medalha de prata no Mundial de Skate street realizado em São Paulo, no ano de 2019 e em 2021, aos treze anos, além de ser terceira colocada no mundial realizado em Roma (ITA), conquistou a primeira medalha de prata da história do skate nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, se tornando também a medalhista mais jovem da delegação do Brasil.

MMA

 Mackenzie Dern, que diferente dos outros atletas dessa lista, nasceu fora Brasil mas, tem suas raízes em terras tupiniquins.

Aos 28 anos, a lutadora é nascida nos Estados Unidos, filha do brasileiro Wellington “Megaton” Dias, lutador conhecido no mundo do Jiu-jitsu e mãe americana.

Mackenzie começou no jiu-jitsu aos três anos, por influência de seu pai e sua madrasta, a também brasileira, Luciana Tavares. Cresceu viajando entre o estado americano do Arizona e o Brasil, por isso é fluente em inglês e português, sendo o português, como ela mesma afirma, atualmente, sua língua principal. Ela é casada com o surfista brasileiro Wesley Santos.

Faixa preta em jiu-jitsu, Mackenzie Dern iniciou sua carreira no mma em 2016, estreando no Peso-Palha contra a americana Kenia Rosas, onde venceu por decisão unânime.

Em 2018, foi contratada pelo UFC, fazendo sua estreia contra Ashley Yoder, vencendo por decisão dividida na luta que aconteceu em 3 de março de 2018 no UFC 222.

Apelidada de “A bela do UFC”, atualmente a atleta possui em seu cartel 12 lutas, com 11 vitórias sendo 7 por finalização e 4 por decisão e é considerada por muitos lutadores um fenômeno do jiu-jitsu e promissora no mundo do MMA.

 BASQUETE

Considerado o esporte mais praticado nos Estados Unidos, o Basquete vem crescendo no Brasil de maneira exponencial e se tornou, segundo pesquisa divulgada pelo IBOPE no ano de 2019, o terceiro esporte mais visto nas TVs do país.

Com apoio e visibilidade, maiores nos últimos anos, parcerias pontuais como a feita entre Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e Federação Internacional de Basketball (sigla em inglês, FIBA), o país tem melhorado as condições para a prática do esporte e isso trouxe consequências.

Conheça Lays da Silva, que pode até ter um sobrenome considerado comum, mas com toda certeza seu talento não é.

Armadora, a paulista de 22 anos, natural de Americana, São Paulo, está em sua terceira temporada na Liga de Basquete Feminino do Brasil e atua profissionalmente pela equipe do Santo André/Apaba.

Em 3 anos de carreira profissional, a jogadora possui ótimas médias totais:

São 54 jogos, sendo 1.869,4 minutos jogados, 39.4 pontos por jogo, 226 assistências e 66.4% de acerto nos lances livres.

Lays, tem “apenas” 1,66m, mas ajudou um Brasil a conquistar um feito enorme, que há muito não ocorria. A equipe brasileira derrotou as favoritas americanas e conquistou a medalha de ouro no Pan-americano de Lima, após 28 anos, sendo seu título mais importante na carreira. Com certeza uma atleta promissora, para acompanhar bem de perto.

POLO AQUÁTICO

Outro paulista nessa lista é Gustavo Guimarães, o Grummy.

Nascido na capital do Estado de São Paulo, Gustavo tem DNA de atleta, pois vem de uma família com tradição no esporte, onde seu avô disputou 5 olimpíadas entre natação e no polo aquático.

Aos 27 anos o esportista que atua pelo Esporte Clube Pinheiros, clube que atuou até os 16 anos, se destacando com diversos títulos até se transferir para o SESI, onde continuou como protagonista e promessa brasileira até a vida adulta, conquistando diversos campeonatos paulistas e nacionais.

Estreou pela seleção brasileira adulta em 2010, em um jogo contra a Venezuela, vencido pelo Brasil, nos Jogos Sul Americanos disputados em Medellín (COL).

Grummy, coleciona diversos prêmios entre eles estão: Duas vezes vencedor do Prêmio Brasil Olímpico (2012 e 2018), Duas vezes campeão e MVP da Copa Uana (2017 e 2019), Duas vezes Campeão Sul Americano (2014 e 2018) sendo MVP em 2018 e ainda quatro vezes Campeão da Liga Nacional no Brasil.

Gustavo Guimarães, jogou também as Olimpíadas Rio 2016 com a seleção brasileira e terminou em oitavo lugar, feito esse que não se repetiu pois o Brasil não classificou a equipe para Tóquio 2020.

VÔLEI

Dentre as opções de esportes olímpicos nesta lista, o Vôlei talvez seja o que mais possui diversidade de excelentes jogadores, mas Gabriela Guimarães com certeza merece destaque.

A ponta do time turco, VakıfBank, aos 27 anos é considerada uma das melhores jogadoras de vôlei do planeta.

Nascida de Belo Horizonte, a mineira de 1,80m, começou no esporte aos 14 anos, quando entrou para o time do colégio Pitágoras, para ficar mais perto das amigas e, por ter convênio com o Mackenzie Esporte Clube, tentou entrar no time do clube, mas foi rejeitada considerada baixa demais, porém como sua tia fora campeã pelo time, o treinador resolveu lhe dar uma chance no time.

Com o passar dos anos, foi ganhando destaque e notoriedade até ser convocada para seleção brasileira na categoria infanto-juvenil, onde disputou o Campeonato Sul Americano na cidade de Lima, no Peru. A seleção conquistou o torneio e Gabi, foi eleita MVP.

A jogadora possui um currículo bem extenso em sua carreira e dentre os principais títulos, cabe ressaltar os 3 vice campeonatos mundiais, e 3 conquistas de Gran Prix de vôlei, incontáveis prêmio individuais como: Melhor Ponteira da Liga das Nações 2021, do Sul Americano de Clubes em 2019 e do Mundial de Clubes em 2018.

NATAÇÃO

Um dos grandes esportes do país, a natação sempre possui grande destaque quando se fala em olimpíadas e um dos nadadores mais promissores da atual geração talvez seja Fernando Scheffer.

Aos 23 anos, o gaúcho de Canoas, realizou um feito surpreendente ao conquistar a medalha de bronze nos 200m nado livre nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, depois de se classificar com o pior tempo entre os participantes da final.

Fernando começou a natação em sua cidade natal e disputou alguns torneios regionais até se mudar para Porto Alegre, onde passou a treinar e competir pelo Grêmio Náutico União.

Fez sua estreia em mundiais no Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta de 2016, e como o próprio contou em entrevistas “foi difícil”. O nadador terminou em 25º lugar nos 200m livre, 33º nos 400m e 40º nos 100m.

Mas não desistiu, em 2018 mudou-se para o Minas Tênis Clube, passando a competir pela equipe com maior estrutura e tradição no esporte.

Dentre suas conquistas estão a medalha de ouro no mundial de piscina curta Hangzhou em 2018, 4x200m livre, 2 ouros no Pan-Americano de Lima 2019 nos 200m e 4x200m livre e prata nos 400m livre.

FUTEBOL

 Não daria para deixar de fora dessa lista, o esporte mais praticado do país e seguindo a linha de apresentar atletas promissores, temos Matheus Nascimento e Bia Zaneratto.

Bia Zaneratto

Aos 27 anos, a atacante da seleção brasileira já jogou na Ferroviária de Araraquara, Santos, Bangu, Vitória das Tabocas, antes de se transferir para o futebol da Coréia do Sul no ano 2013, no Steel Red Angels onde jogou até 2020.

Atualmente, Bia, que terminou seu contrato de empréstimo com o Palmeiras, se transferiu para o Wuhan Xinjiyuan, atual campeão chinês.

Longe dos louros do futebol masculino, o futebol feminino carece de visibilidade, entretanto, o que falta no Brasil, sobra em outros países, fazendo com que jogadoras como ela, consigam grande destaque em ligas como a chinesa, onde ela joga atualmente.

Em sua passagem pelo Palmeiras, no primeiro semestre do ano, a atacante foi líder em gols e assistências do Brasileirão de futebol feminino, antes do fim de seu contrato, com 13 gols em 15 jogos.

Atualmente, Bia está com a seleção brasileira para a disputa de sua segunda Olimpíada.

Matheus Nascimento

O Brasil é um grande exportador de jogadores, e segurar os bons acaba sendo tarefa difícil quando se compete com a Europa.

O jogador do Botafogo, Matheus Nascimento, de 17 anos, que coleciona passagens pelas seleções de base desde o sub-13, recebeu diversas sondagens e até propostas, que foram recusadas pelo clube alvinegro.

Tratado como joia do clube, Matheus tem ótimo passe, visão de jogo, força física e boa estatura, características muito requisitadas para um bom atacante.

Estreou pelo time profissional do Botafogo durante o campeonato brasileiro de 2020, quando o time foi rebaixado e participou de 11 jogos e anotou uma assistência.

Na seleção brasileira sub-16, o jogador fez sua estreia em 2019 e ao todo participou de 6 jogos, tendo marcado 4 gols.

Atualmente o atleta de 1,82m, está avaliado em 3 milhões de euros pelo site especializado Transfermarkt.

Estes foram os 11 atletas selecionados pela KTO, para te ajudar a ficar de olho nos mais promissores brasileiros da atualidade.

APROVEITE PARA LUCRAR

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