Com Do Bronx no córner, Daniel Willycat é superado por Julio Arce e estreia com derrota no UFC 273

Após um começo animador de luta, o mineiro teve dificuldades para encontrar a distância e acabou dominado pelo norte-americano

J. Arce derrotou D. Willycat no UFC 273 (Foto: Instagram/UFC)

O UFC 273 não começou bem para os brasileiros. Estreando na organização logo na abertura do card preliminar da noite, Daniel Willycat acabou superado por Julio Arce na decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 29-28). Com a presença do campeão Charles do Bronx em seu córner, o mineiro da Chute Boxe Diego Lima teve um início animador, mas com o passar do tempo encontrou dificuldades em achar a distância para o norte-americano.

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A derrota na estreia no UFC é a segunda de Daniel Willycat na carreira. O brasileiro de 27 anos tem oito triunfos no MMA profissional.

Mais experiente, Julio Arce se recuperou da derrota sofrida para Song Yadong, em novembro do ano passado e continua alternando bons e maus resultados desde 2018, com cinco vitórias e três reveses no octógono.

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A LUTA

A primeira investida da luta foi de Daniel Willycat, que arriscou um chute alto, mas não acertou. O brasileiro continuou andando para a frente e pressionando Julio Arce, que respondeu com um forte chute alto na guarda de Daniel. O brasileiro não se intimidou e continuou pressionando Arce, colocando o norte-americano com as costas próximas à grade. Após uma tentativa frustrada de colocar a luta para baixo, o brasileiro conectou uma bela cotovelada na saída do clinch. O norte-americano tentou mais um chute alto, mas novamente ficou na guarda de Willycat. Na sequência foi a vez do brasileiro tentar um lindo chute giratório, que ficou no vazio. Na reta final do assalto, Julio Arce conseguiu conectar um ótimo chute alto no rosto do brasileiro, que balançou, mas não caiu. O norte-americano esboçou uma blitz nos segundos finais, mas não conseguiu capitalizar o bom momento.

Mais confiante após a boa reta final de primeiro round, Julio Arce começou o segundo assalto soltando boas combinações com os punhos. Daniel Willycat se manteve agressivo, andando para a frente, mas acertando menos golpes no norte-americano, que com bastante agilidade apostava nos contragolpes. O brasileiro soltou dois golpes giratórios no vazio. Enquanto a agressividade estava do lado de Willycat, a precisão estava do lado de Arce, que mesmo andando para trás, tinha mais sucesso em conectar os golpes.

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O início do terceiro round foi semelhante ao do segundo, com Willycat assumindo novamente o papel de agressor, mas recebendo contragolpes de encontro de Julio Arce. Com muita dificuldade em encontrar a distância para o norte-americano, o brasileiro continuou soltando golpes no vazio. Com o passar do tempo, Daniel diminuiu o ritmo, enquanto Arce continuou circulando. Inventivo, o brasileiro tentou um golpe diferente na reta final, mas novamente ficou no vazio.

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Confira as principais estatísticas da luta:

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