No dia 1º de abril, enquanto o mundo brinca com a mentira, vamos mergulhar em um capítulo menos conhecido da história do UFC: as lutas que nunca aconteceram.
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Em meio a lesões, negociações fracassadas e reviravoltas dramáticas, algumas das maiores superlutas do MMA nunca viram a luz do dia e ficaram, eternamente, no ‘e se… ’.
O SUPER LUTAS explora algumas das mais emblemáticas, que deixaram fãs e especialistas imaginando o que poderia ter sido.
Michael Chandler x Conor McGregor – a guerra dos técnicos
A chama entre Conor McGregor e Michael Chandler acendeu durante a 31ª temporada do The Ultimate Fighter (TUF), durante maio e agosto de 2023. Como técnicos de equipes rivais, os dois protagonizaram tensões que culminaram em um empurrão do irlandês após uma derrota de seu time no reality.
A rivalidade se intensificou com a confirmação de que ambos se enfrentariam no UFC 303, marcado para 29 de junho de 2024, em Las Vegas. No entanto, a luta foi cancelada devido a uma lesão de McGregor, o que desapontou Chandler, que havia esperado por essa oportunidade por mais de um ano.
Mesmo com o cancelamento, ‘Iron’ ainda mantém esperanças de enfrentar o ‘Notório’ no octógono. A possibilidade de Conor McGregor voltar ao UFC, contudo, ainda é incerta. Embora Dana White tenha sugerido anteriormente que o retorno poderia ocorrer no final de 2025, recentemente ele expressou incerteza sobre o futuro do astro na organização.
McGregor, por sua vez, tem mencionado outros interesses, como uma possível candidatura à presidência da Irlanda, e não parece ter pressa para voltar ao octógono.
Khabib Nurmagomedov x Tony Ferguson: a maldição dos cinco cancelamentos

K. Nurmagomedov (esq.) e T. Ferguson (dir.) tiveram cinco lutas canceladas no UFC. Foto: Reprodução/Instagram @ufc
Cinco vezes agendada, cinco vezes cancelada. A rivalidade entre Khabib Nurmagomedov e Tony Ferguson é um dos maiores ‘e se’ do UFC. Fraturas, cortes de peso malsucedidos e até um cabo solto no chão do estúdio impediram o confronto.
A primeira tentativa de realizar a luta ocorreu durante a final do TUF 22, em dezembro de 2015, em Las Vegas. Khabib desistiu devido a uma fratura na costela, menos de duas semanas antes do evento. Em março de 2016, a segunda teve Ferguson com problema nos pulmões em 11 dias antes do embate.
Quando parecia que tudo daria certo no UFC 209, Nurmagomedov teve problemas com o corte de peso. Ele foi transportado ao hospital, onde tomou um soro intravenoso que não era permitido pela USADA – agência de antidoping da empresa na época.
Até um simples fio impediu a luta de acontecer. No UFC 223, em abril de 2018, ‘El Cucuy’ sofreu um rompimento do ligamento colateral lateral do joelho ao tropeçar em um cabo enquanto fazia entrevistas para promover a luta e não pôde lutar.
A COVID-19 também impediu, desta vez em abril de 2020. Para o UFC 249, Khabib não pôde sair da Rússia devido às restrições da pandemia, e Justin Gaethje foi chamado como substituto. Tony foi severamente derrotado e perdeu a chance de deter o cinturão interino. Nurmagomedov, então, enfrentou Gaethje e anunciou aposentadoria.
Rafael dos Anjos x Conor McGregor – o cinturão que escapou

R. Dos Anjos (esq.) em encarada com C. McGregor. Foto: Reprodução / Twitter
A rivalidade entre Rafael dos Anjos e Conor McGregor começou em 2016, quando uma luta entre os dois foi oficializada para o UFC 196. Era um confronto entre campeão x campeão e a subida do irlandês ao peso leve. No entanto, o brasileiro teve que se retirar devido a uma lesão, o que cancelou o duelo e promoveu o astro para enfrentar Nate Diaz, que ‘chocou o mundo’ e o finalizou no segundo round.
Desde então, ambos os lutadores têm mantido uma relação tensa, com provocações e comentários nas redes sociais. Rafael dos Anjos, por exemplo, já zombou de McGregor por não saber amarrar a faixa de cinturão e os dois lutadores até discutiram nos bastidores de um evento. A luta, contudo, jamais foi reagendada pela organização.
Fedor Emelianenko x Brock Lesnar – o ‘Imperador’ que não reinou no UFC

F. Emelianenko (esq.) e J. Jones (dir.) ‘se encaram’ na Rússia. Foto: Reprodução/Instagram
Fedor Emelianenko, lenda do PRIDE, quase enfrentou Brock Lesnar no UFC em uma luta que Dana White sonhava realizar em um estádio. O impasse? A exigência de Fedor por uma parceria entre o UFC e sua organização, a M-1 Global.
Dana White revelou que essa luta era um de seus maiores desejos e chegou a planejar o confronto em um estádio de futebol nos Estados Unidos. O UFC ofereceu a Fedor um contrato multimilionário, com cerca de 2 milhões de dólares por luta, além de incentivos financeiros ligados à venda de pay-per-view.
As negociações falharam principalmente porque a equipe do russo insistiu em uma coprodução entre o UFC e sua organização, M-1 Global, algo que Dana White considerou inaceitável.
Fedor afirmou que as reuniões foram conduzidas com falta de humanidade e ousadia por parte de Dana, o que dificultou o acordo. Ele também destacou que não pediu nada fora do comum durante as negociações. Fato é que o destino reservou ao ‘Último Imperador’ sete lutas no Bellator, incluindo nomes como Chael Sonnen, Frankie Mir e Quinton Rampage.
Jon Jones x Anthony Johnson – o acidente que mudou tudo

J. Jones (esq.) e A. Johnson (dir.) simulam briga e levam Dana White ao desespero. Foto: Reprodução/Twitter
A luta entre Jon Jones e Anthony Johnson no UFC quase aconteceu, mas foi cancelada devido a uma série de eventos envolvendo ‘Bones’. Aqui está o que aconteceu. A luta estava programada para o UFC 187, em 23 de maio de 2015.
No entanto, Jon Jones se envolveu em um acidente de carro em 26 de abril de 2015, quando estava embriagado e atropelou outro veículo, fugindo do local sem prestar socorro à vítima, uma mulher grávida. Isso levou à sua suspensão pelo UFC e à perda do cinturão dos meio-pesados.
Após o incidente, ‘Bones’ foi substituído por Daniel Cormier na luta contra Anthony Johnson no UFC 187. ‘DC’ venceu a luta e se tornou o novo campeão dos meio-pesados. Além disso, houve outra oportunidade do confronto ser realizado, mas sofreu um novo problema.
No UFC 197, a luta foi novamente marcada, mas Anthony Johnson recusou devido a uma cirurgia na boca, e o evento foi reorganizado com Jon Jones x Ovince St-Preux.
O saudoso Anthony Johnson, posteriormente, deixou o UFC e migrou ao Bellator, onde fez apenas mais uma luta. O ‘Rumble’, como era conhecido, faleceu aos 38 anos em 13 de novembro de 2022. A causa da morte foi devido a uma falência múltipla dos órgãos, relacionada a um linfoma não-Hodgkin e uma linfohistiocitose hemofagocítica, um distúrbio raro do sistema imunológico.
Menções honrosas: Henry Cejudo x José Aldo (cancelada por problema do brasileiro com visto) e Vitor Belfort x Wanderlei Silva (lesão de Wanderlei após o ‘The Ultimate Fighter Brasil’)
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