Contra Velasquez, Werdum lutará para derrubar tabu histórico de campeões interinos

Desde 2008, interinos não batem lineares em unificação de cinturão e isso jamais aconteceu com um atleta que não fosse ex-campeão

Werdum (esq.) x Velasquez (dir.): retrospecto favorece os campeões lineares. Foto: Jeff Bottari/UFC

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Neste sábado (13), o brasileiro Fabrício Werdum, campeão interino dos pesos pesados, tem pela frente o campeão linear Cain Velasquez na unificação dos títulos da divisão até 120 kg, marcada para a luta principal do UFC 188, no México. Se depender do retrospecto deste tipo de confrontos, no entanto, o brasileiro tem motivos de sobra para se preocupar e enfrentará um tabu histórico, já que desde 2008 um campeão interino não bate o linear em um duelo pela unificação e isso jamais aconteceu com um atleta que não fosse ex-campeão do Ultimate.

A primeira vez que o UFC viu um duelo entre dois campeões pela unificação de um título, em 2003, foi também a primeira vez em que o detentor do título interino destronar o campeão linear. No UFC 44, Randy Couture, que já havia sido dono do cinturão dos pesados outras duas vezes, bateu Tito Ortiz e unificou os títulos da categoria peso meio-pesado.

Depois disso, foram necessários cinco anos até que outro campeão interino pudesse derrotar o linear. Em 2008, o ex-campeão Georges St. Pierre chegou com o título provisório dos meio-médios para desafiar seu algoz Matt Serra, para quem havia perdido o cinturão de maneira surpreendente um ano antes. GSP bateu Serra por nocaute em seu país-natal e recuperou o posto de campeão definitivo da divisão até 77 kg.

Mas, sem dúvidas, a unificação de cinturões mais famosa da história do Ultimate aconteceu em 2009, quando os gigantes Brock Lesnar e Frank Mir se enfrentaram na luta principal do UFC 100, maior evento da da organização em seus quase 22 anos. A revanche entre os rivais atraiu nada menos do que 1,6 milhões de compradores para o pay-per-view do evento, recorde absoluto na história do MMA. Na oportunidade, Lesnar nocauteou Mir e manteve-se como campeão absoluto da divisão de pesos pesados.

Além disso, houve oportunidades em que os campeões interinos acabaram promovidos a lineares, mas isso aconteceu sem que eles batessem os detentores lineares do cinturão, que acabaram não conseguindo voltar ao octógono por problemas físicos. No caso do tipo mais lembrado pelo público brasileiro, Renan Barão foi promovido a campeão dos galos após dois com o título interino, quando Dominick Cruz se machucou novamente e completou três anos de inatividade.

 

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