
EUA, Brasil e Rússia são potências no UFC (Foto: Montagem/SUPER LUTAS)
Maior organização de um esporte tão global quanto o MMA, o UFC conta, ao longo de sua história, com atletas do mundo inteiro colocando à prova estilos, culturas e formações distintas dentro do octógono. Ao longo das últimas décadas, algumas nações se destacaram como verdadeiras potências nas artes marciais mistas.
Enquanto Estados Unidos e Brasil lideram com ampla vantagem em número de campeões e representantes de elite ao longo da história, outros países vêm cada vez mais conquistando seu espaço no UFC. Da ‘Onda Russa’, com a luta agarrada do Daguestão, à ascensão do continente africano, com campeões como Israel Adesanya, Kamaru Usman e Francis Ngannou.
Neste artigo, o SUPER LUTAS apresenta os países que mais se destacam no UFC ao longo da história da organização, com seus campeões históricos, revelações recentes e influência na construção do esporte.
Berço do UFC, os Estados Unidos são também a maior potência histórica da organização, liderando com folga em número de atletas e também na quantidade de campeões. Ao todo, 68 lutadores norte-americanos já ostentaram o título de campeões do UFC, contando com torneios, cinturões lineares e interinos.
Entre as principais lendas norte-americanas do UFC estão nomes como Jon Jones, Randy Couture, Matt Hughes, Ronda Rousey e Chuck Liddell.
Atualmente, no entanto, os Estados Unidos contam com campeões em apenas duas das 11 categorias: Jon Jones, no peso pesado, e Julianna Peña, no peso galo feminino.
Anderson Silva é considerado uma lenda do MMA. Foto: Reprodução/Instagram
Parte primordial na criação do UFC, o Brasil é a segunda maior potência da história da organização e soma 21 campeões diferentes (incluindo torneios e interinos), se destacando como o maior celeiro de talentos fora dos Estados Unidos. O país é referência principalmente nas artes marciais tradicionais, como o jiu-jitsu e o muay thai, além de ter forte cultura de luta desde os primórdios do MMA.
Ícones como Anderson Silva, José Aldo, Amanda Nunes, Vitor Belfort, Rodrigo Minotauro, Maurício Shogun e Charles do Bronx ajudaram a construir a reputação brasileira dentro do octógono.
Atualmente, Alexandre Pantoja é o único brasileiro com um cinturão do UFC, no peso mosca (até 56,7 kg), mas nomes como Diego Lopes, Charles do Bronx, Caio Borralho, Alex Poatan, Jailton Malhadinho, Virna Jandiroba e Natália Silva mantêm vivas as esperanças do país em se manter protagonista no MMA mundial.
Islam Makhachev defendeu cinturão no UFC 311. Foto: Reprodução/Instagram/UFC
Com lutadores conhecidos por seu estilo sufocante no grappling, baseado no sambo, no wrestling olímpico e em uma disciplina extrema nos treinos, a Rússia se firmou como uma das maiores forças do MMA mundial.
O primeiro nome russo a conquistar um título no UFC foi Oleg Taktarov, campeão do torneio no UFC 6, em 1995, quando ainda não existia sistema de cinturões. Décadas depois, a explosão do Daguestão colocou o país de vez entre os gigantes do esporte. Khabib Nurmagomedov se aposentou invicto como campeão peso leve, e seu sucessor direto, Islam Makhachev, manteve o domínio da divisão até abdicar do título para subir aos meio-médios.
Com um estilo diferente da maioria de seus compatriotas na organização, baseado principalmente no boxe, Petr Yan sagrou-se campeão dos galos em 2020, mas não conseguiu defender o título em nenhuma oportunidade.
Atualmente, o único russo campeão do UFC é o daguestanês Magomed Ankalaev, que detém o cinturão dos meio-pesados.
Alexander Volkanovski em vitória no UFC 290. Foto: Reprodução/Instagram
Nos últimos anos, a Austrália vem se firmando como uma das grandes forças do MMA mundial. Três representantes do país da Oceania já conquistaram cinturões do UFC ao longo dos últimos anos.
O primeiro campeão australiano foi o peso médio (até 83,9 kg) Robert Whittaker, que, apesar de ter nascido na Nova Zelândia, se naturalizou australiano e defende a bandeira do país.
Atualmente, a Austrália conta com dois campeões lineares: Alexander Volkanovski, no peso pena (até 65,7 kg) e Jack Della Maddalena, nos meio-médios (até 77,1 kg).
M. Bisping conquistou o cinturão dos médios em 2016. Foto: Reprodução/Facebook UFC
Assim como a Austrália, Inglaterra e México também contam com três campeões do UFC na história, mas com a ressalva de que, diferente do caso do país da Oceania, apenas dois de cada uma dessas nações conquistaram cinturões lineares.
Representando o país europeu, Michael Bisping foi campeão linear dos médios e Leon Edwards, nascido na Jamaica, mas naturalizado britânico, dos meio-médios, enquanto Tom Aspinall detém atualmente o cinturão interino dos pesados e vive a expectativa de unificar os títulos com Jon Jones.
Quanto ao México, Brandon Moreno e Alexa Grasso foram campeões lineares no peso mosca, enquanto Yair Rodriguez conquistou o título interino dos penas, mas não conseguiu unificar.
Merab Dvalishvili em vitória no UFC. Foto: Reprodução/Twitter @UFC
Os Estados Unidos e o Brasil seguem como berços históricos do UFC e juntos formaram 89 campeões, mas o cenário atual é de pluralidade: a Geórgia tem em Merab Dvalishvili e Ilia Topuria dois grandes astros; a China brilha com Weili Zhang e investimento maciço da organização em busca de novos talentos. O continente africano já teve quatro campeões: os nigerianos Israel Adesanya e Kamaru Usman, o camaronês Francis Ngannou e o atual dono do cinturão dos médios Dricus Du Plessis. O octógono nunca foi tão global: hoje, um campeão pode vir de qualquer lugar do mundo.