Do futebol a campeã do UFC: Conheça Amanda Nunes, a algoz de Ronda

De quase jogadora de futebol a campeã do UFC, brasileira é fã de sertanejo, cachaça e não deixa de lado a causa homossexual

A. Nunes é a brasileira mais bem ranqueada do peso galo feminino do UFC. Foto Josh Hedges

Amanda ganhou o grande público após o massacre sobre Ronda. Foto Josh Hedges

Amanda Nunes conquistou o cinturão do Ultimate, em julho deste ano, quando nocauteou Miesha Tate no histórico UFC 200. Mas foi no último evento de 2016 que a baiana de 28 anos marcou seu nome na história.

Com uma atuação quase perfeita, a brasileira nocauteou a estrela Ronda Rousey em apenas 48 segundos na luta principal do UFC 207, realizado nesta última sexta-feira, e impulsionou sua carreira ao grande público mundial.

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Para encerrar o ano de 2016 em grande estilo, o SUPER LUTAS preparou um especial para apresentar ao grande público a nova estrela do MMA nacional.

1 – Primeira campeã assumidamente gay

Amanda Nunes já tinha marcado uma época no esporte ao se tornar a primeira campeã assumidamente gay da história do UFC. Mas a baiana, que tem um relacionamento sério com a também atleta do Ultimate  Nina Ansaroff, fez mais do que isso. Ela conquistou o cinturão, em julho, apenas três semanas após um atentado contra uma boate gay em Orlando.

Amanda, que mora em Coconut Creek, pouco mais de 2h de carro do local da tragédia, não se omitiu. No momento mais importante de sua vida profissional falou do orgulho de ser gay e mostrou esperança para que este tipo de atentado não se repita novamente.

“É incrível (ser a primeira campeã gay), sou feliz comigo mesma. Mas gostaria que esse tipo de coisa não acontecesse mais (atentado contra os gays). Paz no mundo é importante. Não acho que os EUA vão deixar isso acontecer de novo. Isso tem parar”

Amanda (esq.) ao lado de Nina, também lutadora do UFC

Amanda (esq.) ao lado de Nina, também lutadora do UFC

2 – Quase foi jogadora de futebol

O Brasil quase perdeu sua primeira campeã no UFC para o futebol. A baiana revelou que o primeiro esporte em sua infância não foi relacionado as lutas. “Jogava bola o tempo todo. Era e ainda sou apaixonada pelo futebol”. A lutadora chegou a ser contratada pelo Vitória, mas foi o jiu-jitsu afastou Nunes dos gramados para os tatames na sequência para o octógono.

“Já quis ser jogadora de futebol profissional, entrar na seleção brasileira, cheguei a ter um contrato com o Vitória da Bahia, mas através da minha irmã acabei conhecendo o jiu-jitsu, eu experimentei e me apaixonei pelas artes marciais, foi ai que começou tudo, na minha adolescência”, completou.

Amanda (esq.) com Coby Jones, ex-jogadora de futebol nos EUA

Amanda (esq.) com Cobi Jones, ex-jogador de futebol nos EUA

3 – Boa de chão e com a mão pesada

Amanda Nunes mostrou o poder de seus punhos ao nocautear Ronda Rousey no UFC 207. Mas engana-se quem pensa que a brasileira tem o boxe como sua principal arma. Apesar de ter 10 vitórias por nocaute ou nocaute técnico, a campeã é oriunda do jiu-jitsu. E foi com finalização que ela faturou duas importantes vitórias até o ápice no UFC 207. Em agosto de 2015, Nunes finalizou Sara McMann, ex-medalhista olímpica. O auge veio quando a brasileira encaixou um justo mata-leão em Miesha Tate, no UFC 200, para tomar o cinturão da bela morena.

4 –  Rápida no gatilho

Depois de Ronda Rousey provocar a brasileira, dizendo que Amanda cansa no segundo round de suas lutas, a campeã mostrou que não precisa de muito tempo para encerrar as disputas. Quando conquistou o cinturão, no histórico UFC 200, a baiana atropelou Miesha Tate em apenas 3m16s. Já contra Rousey ela foi ainda mais rápida: 48 segundos. O tempo total nos dois combates mais importantes da vida de Amanda Nunes não chegaram sequer a completar um round por completo: 4m06s.

Antes disso, a Leoa derrotou Sara McMann, Shayna Baszler, Germaine de Randamie e Sheila Gaff, todas no primeiro round. Entre todas as vitórias de Amanda no octógono, apenas Valentina Shevchenko conseguiu sobrevier ao primeiro assalto e só caiu na decisão dos juízes.

5 – Fã de Sertanejo e ‘cachaça’

Apesar de morar nos Estados Unidos, a comemoração pela vitória mais importante de sua carreira será no Brasil. E Amanda já sabe o que irá fazer ao chegar na terrinha: ir a show sertanejo e beber cachaça..

“Vou chegar no Brasil e vou ver minha mãe, minha avó… E depois quero ir no show do Cabaré, e do Leonardo e Eduardo Costa. Quero muito tomar uma cachaça lá”, disse a campeã ainda na sala de imprensa.

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