Georges St.Pierre descarta rótulo de ‘Melhor da História’: ‘Isso não existe’

Lenda do MMA, ex-campeão do Ultimate fala sobre o que pensa em relação a considerar um atleta das artes marciais como unânime

G. St-Pierre fez a última luta da carreira no UFC2 217. Foto: Reprodução/Instagram @georgesstpierre

Se pedirmos ao fã mais fanático de MMA para escalar seus 10 atletas preferidos na história do esporte, dificilmente ele se esquecerá de Georges St. Pierre. Campeão em duas divisões diferentes no UFC, o canadense marcou época na companhia e despontou como grande ícone nas artes marciais mistas. O atleta, no entanto, não concorda com o fato de escolherem um como o maioral entre tantos combatentes. Em entrevista ao repórter da ‘ESPN’, Ariel Helwani, Georges falou sobre o assunto.

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“Eu não acho que alguém seja o melhor. Deixe-me explicar: existem três caras. Um vai acabar ganhando do outro. É assim que esse jogo funciona. É uma questão de tempo. Todos podem derrotar a todos algum dia. Se você enfrentar um cara do topo 10 veze, ele pode não vencer todas as 10. Dependendo da situação, ele pode vencer nove. No ramo das lutas, não existe regra pronta”, disse o canadense.

Mostrando muita serenidade para tratar do assunto, o ex-campeão dos meio-médios (até 77kg.) e médios (até 83,9kg.) afirmou que sua maneira de pensar não é algo antigo. Ela foi trabalhada e moldada de acordo com a experiência adquirida em sua vida como profissional nas artes marciais.

“Quando eu era jovem, eu queria ser o melhor de todos os tempos, mas eu envelheci e ganhei mais experiência. Eu percebi que era fugaz. Não existe. Você não pode ser o melhor lutador do planeta. Sempre vai existir um cara que pode te vencer. Sei que podem discordar, mas se você tiver diferentes companheiros de treino, você vai descobrir que é verdade. Existem caras melhores do que você que, talvez, nem estejam lutando, mas, se você enfrentá-los na academia, você vai ver que eles vão vencê-lo. Não existe um maioral”, afirmou St. Pierre.

Dono de uma das carreiras mais sólidas da história do esporte, Georges também falou sobre a experiência de conquistar um título mundial. Ainda assim, o canadense afirmou que há razões para impedir a mentalidade de que um cinturão garante a hegemonia sobre um grupo.

“Quando você enfrenta um adversário sendo o campeão, você é o número um apenas porque venceu seu oponente naquela noite. Isso não te dá o direito de se colocar acima dos outros competidores. É assim que a maioria das pessoas enxergam, mas não é como eu vejo agora. Antes, era como eu imaginava, mas percebi que era só ilusão”, finalizou.

Atualmente, Georges está com 38 anos. O atleta não atua profissionalmente no MMA desde que derrotou Michael Bisping pelo título dos médios em novembro de 2017. Após faturar mais um título pelo UFC, St.Pierre voltou a se afastar do esporte.

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