Francis Ngannou se une a rival e pede cinturão interino nos pesados no UFC

Número dois no ranking da categoria, franco-camaronês critica falta de rotatividade do título, que não é disputado desde agosto do ano passado

F. Ngannou pede cinturão interino dos pesados. Foto: Facebook ufc

Embora estejam próximos de trocar forças dentro do octógono, Francis Ngannou e Jairzinho Rozenstruik encontraram um assunto em comum que foge à rivalidade no UFC. Após o surinamês criticar a falta de rotatividade do título dos pesados (até 120,2kg.), o franco-camaronês entrou na roda e apoiou a declaração do próximo oponente, que pediu a criação de um cinturão interino.

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“Observando a situação, isso é o que deveria acontecer (criação do cinturão interino). Eu e meu empresário demos a ideia para o UFC, mas eles não se empolgaram com o assunto. Mas, se olharem o fato, em agosto completará um ano desde a última disputa de título entre os pesados”, contou Francis em entrevista ao ‘MMA Junkie’.

Atualmente, o Ultimate trabalha com a possibilidade de realizar a trilogia entre o atual campeão, Stipe Miocic, e seu último adversário, Daniel Cormier, a quem derrotou no ano passado. A negociação entre os atletas estava complicada, devido ao interesse do número um em fazer outros desafios. Agora, com a pandemia do coronavírus, não se sabe quando os atletas poderão ser colocados novamente no octógono.

“Até agora, nós não sabemos quando será a nova disputa pelo título dos pesados. Em algum momento teremos que seguir em frente. Digamos que a luta (contra Jairzinho) aconteça em 9 de maio. Depois, o que acontece? O que acontece com a categoria dos pesados? Eles têm que tomar alguma atitude, como criar um cinturão interino”, explicou Ngannou.

Francis ainda esclareceu que sua preocupação envolve diretamente seu futuro dentro da categoria. Considerado um dos atletas mais perigosos da organização, o combatente, caso derrote Rozenstruik, provavelmente ficará sem oponentes que possam apresentar um real ‘custo-benefício’.

“Nós queremos saber o que vai acontecer com a divisão. É parte da minha frustração agora. Depois desta luta, caso eu vença, o que virá? Eu vou ficar sentado esperando o próximo passo. É um ponto sombrio neste momento. Gostaria que o UFC esclarecesse melhor o assunto”, finalizou.

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