Após 'gancho' de dois anos por doping, Bruno Blindado diz realizar sonho por estrear no UFC | SUPER LUTAS

Após ‘gancho’ de dois anos por doping, Bruno Blindado diz realizar sonho por estrear no UFC

Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, brasileiro revela ter gasto mais de R$ 40 mil para provar sua inocência, mas tem a consciência tranquila por ‘rixa’ com USADA

B. Blindado encara W. Turman no UFC Las Vegas 29. Foto: Reprodução/Instagram

O peso médio (até 83,9kg.) Bruno Blindado realiza o sonho de estrear pelo Ultimate neste sábado (19), quando enfrenta o compatriota Wellington Turman no card principal do UFC Las Vegas 29. Após ficar dois anos suspenso por doping, o brasileiro finalmente debuta na companhia.

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Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, Blindado conta que está feliz por se apresentar em sua nova organização, mas diz que está acostumado com a pressão por já ter sido campeão da M-1 Global.

“Estou muito feliz em realizar meu sonho depois de tanto sufoco para estrear no UFC. Mas estou bem tranquilo. Estou mais preocupado com meu ritmo de luta. São dois anos e meio sem lutar e quem pratica qualquer esporte sabe que treinar é uma coisa e lutar é outra. A pressão, acho que não. Na Rússia (M-1 Global) a pressão já é muito grande”, afirmou Bruno.

Questionado sobre como o período de inatividade de dois anos e sete meses pode fazer a diferencia no combate, o brasileiro garante que o período o ajudou a evoluir como profissional e em sua vida particular. Ele, no entanto, diz não saber se vai sentir o ‘ritmo de luta’ no duelo diante de Wellington Turman.

“Eu só vou saber se atrapalhou ou não depois da luta. Se o Bruno Blindado de hoje pega o Bruno Blindado na Rússia, ele matava. Eu evoluí muito como atleta e como pessoa. Esse foi o primeiro camp que fiz com o jiu-jitsu. Treinei muito chão e Wrestling antes mesmo de saber que lutaria contra o Wellington Turman”, disse o lutador.

PROBLEMAS COM A USADA

Às vésperas de estrear no Ultimate por substituir Markus Maluko contra Deron Winn, em junho de 2019, Bruno recebeu a pior notícia de sua carreira até o momento. Ele havia testado positivo no antidoping pela USADA (Agência Antidoping dos EUA) e não conseguiu provar sua inocência. Agora, ele garante que gastou mais de R$ 40 mil e havia desmotivado de lutar.

“Eu gastei mais de R$ 40 mil, em plena pandemia, para provar minha inocência. Mas você acha que se eu fosse culpado iria gastar tudo isso? Então, fiquei muito mal. Eu não sentia mais vontade e prazer de lutar. Tive uma lesão no púbis e foram dois meses para a fisioterapia. Não provamos, mas eu não me arrependo de gastar dinheiro.

Blindado, no entanto, afirma que não se arrepende da quantia gasta e dorme tranquilo com sua consciência.

“Se eu minto, a pena cairia para seis meses, mas minha consciência não seria enganada. Hoje, eu durmo em paz. Mas é uma ferida que não cicatrizou ainda. Eu virei chacota de várias páginas no Facebook. A galera não sabe da verdade, mas não perdoa”, destacou.

DIFERENÇA DE ESTILOS

O duelo que marca a estreia de Bruno Blindado é visto como uma grande diferença de estilos contra Wellington Turman. O paraibano tem como base a trocação, enquanto Turman aposta no jiu-jitsu. Agora, ele revela que treina apenas pensando em como pode vencer o combate e não se importa com a estratégia de seu adversário.

“Eu não sei exatamente qual é a estratégia do Turman. Apesar de não treinar focando em meu adversário. É uma preferência minha. Eu tenho que afiar minha ‘espada’, ao invés de esperar o que vem de lá. Mas eu tenho algumas coisas na cabeça que podem atrapalhar o jogo dele. Se eu conseguir colocar ele no chão no começo da luta, vou bagunçar a cabeça dele”, revelou o paraibano.

HISTÓRICO DOS LUTADORES

Bruno Blindado, de 30 anos, tem um cartel de 19 vitórias e seis derrotas. O paraibano foi campeão peso-médio do M-1 Global, da Rússia, antes de assinar com o UFC. Agora, ele conta com um retrospecto de 19 resultados positivos e seis negativos no MMA profissional.

Aos 24 anos, Wellington Turman deseja voltar ao caminho das vitórias após ser nocauteado por Andrew Sanchez, no UFC Las Vegas 6. Atualmente, o curitibano tem um cartel de 16 triunfos e quatro reveses na carreira.

Escute o Podcast SUPER LUTAS #22 com a partipação do árbitro Flávio Almendra

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