Anthony Smith acredita que divisão dos meio-pesados se livrou de ‘sombra’ de Jon Jones

Norte-americano, que já enfrentou 'Bones' no passado, fala sobre o legado deixado do ex-campeão para sua antiga categoria

A. Smith após vitória no UFC. Foto: UFC/Divulgação

Apontado, por muitos, como o maior nome da história do esporte, Jon Jones reinou sob a categoria dos meio-pesados (até 93kg.) durante quase uma década, mas abriu mão de seu cinturão para ir aos pesados (até 120,2kg.). E, embora seu legado esteja eternizado, Anthony Smith considera que já não há uma ‘sombra’ do ‘Bones’ na divisão.

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“Acho que deveria ter (seguido em frente) mais rápido. Isso já aconteceu antes. Charles Oliveira (Do Bronx) é menos campeão por não ter batido em Khabib (Nurmagomedov)? Vai dizer que Kamaru Usman não é o verdadeiro campeão já que ele nunca venceu GSP (Georges St-Pierre)? Estávamos sempre presos sob aquele ‘guarda-chuva’ como uma sombra”, disse Smith no media day para o UFC Las Vegas 37.

Para Anthony, a superioridade de Jon Jones sempre foi evidenciada com seus domínios dentro do octógono diante dos atletas da categoria. O norte-americano, no entanto, acredita que suas vitórias estão atribuídas por sua própria qualidade e não tem ligação com a qualidade dos adversários.

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“O mundo do MMA viu que os caras dos meio-pesados são muito bons. Obviamente, Jon Jones é, talvez, o melhor de todos os tempos, dependendo com quem você fala. Mas isso não significa que o resto (dos lutadores) não presta. Os atletas eram derrotados por Jones, mas não significa que éramos ruins. Apenas que talvez sejamos alguns daqueles boxeadores que existiram e viveram na mesma época de Muhammad Ali. Talvez essa seja apenas a posição em que estávamos presos”, concluiu o atleta.

Com uma sequência de duas vitórias seguidas, Anthony Smith visa dar continuidade para sua boa fase no Ultimate e, agora, encara Ryan Spann na luta principal do UFC Las Vegas 37 deste sábado (18). Em sua carreira, são 35 vitórias e 16 derrotas, sendo que ele já encarou o próprio Jon Jones pelo título, em 2019. Na ocasião, o atleta foi derrotado na decisão unânime dos juízes.

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