Medalhista olímpico e próximo do título mundial; saiba mais sobre Esquiva Falcão, estrela do card de ‘Whindersson x Popó’

Como 'aquecimento', o SUPER LUTAS preparou um especial sobre o medalhista de prata em Londres e número 1 do ranking da Federação Internacional de Boxe

E. Falcão comemora uma de suas vitórias no boxe Foto: Instagram

Uma das estrelas do card do evento ‘Fight Music Show’, o capixaba Esquiva Falcão vive o seu melhor momento como lutador profissional de boxe. ‘Escondido’ sob os holofotes da luta entre Whindersson Nunes e e Acelino Popó, o número um do ranking dos médios da Federação Internacional de Boxe (FIB) talvez não receba o devido crédito dos fãs e da imprensa. Para ‘aquecer’ a luta contra Yuri Fernandes, o SUPER LUTAS preparou um especial sobre o medalhista olímpico de Londres-2012.

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Marcelo Dourado

Nascido em 12 de dezembro de 1989, em Vitória, Espírito Santo, Esquiva Falcão Florentino praticamente cresceu com o boxe dentro da sua casa. Seu pai, Adegard Câmara Florentino, conhecido como Touro Moreno, foi um ex-pugilista que ficou famoso nos anos 1960 ao empatar uma luta contra Waldemar Santana, pupilo de Hélio Gracie. Quando criança, Esquiva treinava em uma academia improvisada no quintal da sua casa, onde treinava socos em uma bananeira.

Esquiva iniciou sua carreira no boxe amador em 2008, aos 19 anos. O brasileiro teve o seu primeiro grande resultado com a medalha de bronze nos jogos sul-americanos de 201o, que aconteceu em Medellin (COL). No ano seguinte, também foi terceiro colocado no Mundial Amador. Em 2012, o atleta tupiniquim conseguiu aquela que, até então, foi a maior conquista de um boxeador olímpico do brasil.

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Nas Olímpiadas de Londres, Esquiva derrotou três adversários no torneio dos médios (até 76kg) e conseguiu chegar à grande decisão. Porém, diante do japonês Ryota Murata, o brasileiro foi derrotado em um combate polêmico, onde foi punido com dois pontos no último round. O revés, por apenas um ponto, deixou o resultado do combate com um gosto ainda mais amargo.

A medalha de prata foi um grande desfecho para o boxeador tupiniquim, o que lhe garantiu o ‘prêmio’ de porta-bandeira brasileiro da cerimônia de encerramento. O resultado de Esquiva só foi superado nas Olímpiadas do Rio, em 2016, com a medalha de ouro de Robson Conceicão. Falcão encerrou sua passagem pelo boxe amador com 24 triunfos e 11 reveses.

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E. Falcão com a sua medalha de prata conquistada em Londres-2012 Foto: Divulgação/COI

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Em 2013, Falcão fechou contrato com a empresa ‘Top Rank‘ e resolveu migrar para o boxe profissional. Desde então, o brasileiro vem atropelando os seus adversários de forma impiedosa. Até aqui, o medalhista olímpico venceu todas as suas 29 lutas, sendo 20 por nocaute. Atualmente, Esquiva é o número 1 do ranking dos médios da Federação Internacional de Boxe (FIB) e será o próximo desafiante ao cinturão da categoria.

Esquiva Falcão ainda aguarda a definição de quem será seu adversário pelo título mundial da IBF.  O cazaque Gennady Gennadyevich Golovkin, atual dono do cinturão, enfrentará o japonês Ryota Murata ainda sem data definida. O vencedor do duelo, obrigatoriamente, terá que medir forças contra o lutador brasileiro em sequência.

Enquanto aguarda o seu futuro oponente, Esquiva irá medir forças contra o ex-BBB Yuri Fernandes no card do aguardado evento ‘Fight Music Show’. O confronto não valerá pontos para o ranking e não terá vencedor. Será apenas uma exibição para os fãs de boxe.

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