Técnico acusado de racismo e xenofobia com brasileiros no UFC não se arrepende e culpa ‘cultura do cancelamento’

Tony Kelley, que estava no evento como técnico da namorada Andrea Lee, reconheceu a fala preconceitusa, mas não mostrou arrependimento mesmo com a repercussão negativa

Andrea Lee (esq.) e Tony Kelley (centro). Foto: Reprodução Instagram

A boa luta entre a brasileira Viviane Araujo e a norte-americana Andre Lee ficou em segundo plano no UFC Las Vegas 54, evento realizado neste sábado (14), nos Estados Unidos. Isso porque Tony Kelley, técnico e namorado da atleta local, foi acusado de racismo e xenofobia aos brasileiros como ‘sujos, eles vão trapacear’.

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Assim que a transmissão exibiu a fala preconceituosa de Kelley – que além de técnico e namorado de Lee também é atleta do UFC –  a internet se revoltou com o norte-americano. Vários atletas brasileiros como Dudu Dantas, Cris Cyborg e atletas estrangeiros e a imprensa internacional criticaram a fala do norte-americano. Contundo, apesar da grande repercussão do caso, Tony Kelley parece não se arrepender do que disse e acusou a cultura do cancelamento pelo movimento.

Através de sua conta no Twitter, Tony assumiu a fala preconceitusa, mas minizou toda a repercussão negativa sobre o caso. Ele alegou que Vivi Araujo aplicou uma dedada ilegal em sua namorada – não captado pelas câmeras de transmissão.

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“A cultura do cancelamento é real. O que eu disse foi real e no calor da batalha, e de forma alguma tinha qualquer tipo de conotação racista… mas se é assim que você entende, eu não me importo. Tantas pessoas foram rápidas em dizer ‘racista’… que mer** ficando tão velha. Minha referência foi a um dedo no olho sujo”, escreveu Kelley, na rede de microblog.

Na luta, Lee começou melhor e quase nocauteou a brasileira no primeiro round, mas Vivi Araujo se repecurou e venceu a norte-americana na decisão unânime dos juízes.

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