Justiça de Nevada revoga banimento vitalício a Wand e convoca nova audiência

Tribunal considera que houve excesso de autoridade e falta de provas substanciais; brasileiro, contudo, ainda não está liberado para voltar ao MMA

Wand (foto) segue em pé de guerra com o UFC e Dana White. Foto: Josh Hedges/UFC

Wand (foto) segue em pé de guerra com o UFC e Dana White. Foto: Josh Hedges/UFC

Wanderlei Silva conquistou recentemente uma importante vitória nos tribunais norte-americanos. A Corte de Nevada revogou, na última sexta-feira (15), o banimento vitalício sofrido pelo brasileiro por parte da Comissão Atlética do estado e requereu uma audiência com a entidade para discutir novamente o caso.

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De acordo com a justiça, a decisão da Comissão em banir Wanderlei do MMA por ter se recusado a realizar um exame antidoping surpresa mostrou “excesso de autoridade” e “falta de provas substanciais”. Com isso, o banimento sofrido pelo brasileiro, mais a multa que recebeu (US$ 70 mil), ficam anulados até o novo encontro com a Comissão Atlética.

No entanto, a Corte de Nevada não acatou o principal argumento utilizado pelo advogado de Wand, que alegou que a entidade não possuía jurisdição para requerer um exame antidoping surpresa ao lutador já que ele ainda não havia sido licenciado para lutar. Segundo o juiz que analisou o caso, a Comissão Atlética possuía totais jurisdições para exigir tais exames, pois Wanderlei, mesmo sem ter dado entrada para a obtenção da licença, já havia sido confirmado oficialmente em um evento que seria realizado em Las Vegas (EUA) meses mais tarde.

Ainda não se sabe quando Wanderlei e seu advogado farão nova audiência com a Comissão Atlética de Nevada.

Relembre o caso

Em maio do ano passado, a Comissão Atlética de Nevada enviou um funcionário à academia de Wanderlei Silva, em Las Vegas, para colher amostras de um exame antidoping surpresa. Isso porque o brasileiro enfrentaria Chael Sonnen no UFC 175, em julho do mesmo ano.

Contudo, Wanderlei foi embora escondido de sua academia, sem realizar o exame. Imediatamente o brasileiro foi retirado do card do evento, sendo substituído por Vitor Belfort – no entanto, a luta com Sonnen não aconteceu, já que o norte-americano havia sido flagrado com substâncias proibidas em um outro antidoping surpresa.

Meses mais tarde, em audiência para julgar o caso, Wanderlei alegou que não havia feito o exame antidoping surpresa porque estava tomando diuréticos, uma substância proibida, para corrigir uma lesão no pulso, sofrida durante a briga com Sonnen nas gravações do TUF Brasil 3.

A Comissão Atlética não aceita a justificativa e impõe um banimento vitalício do MMA a Wanderlei. Isso envolve todos os eventos os quais ela inspeciona, incluindo todos realizados na cidade de Las Vegas. Por ser considerada a principal comissão atlética regulamentadora do país, a decisão também é seguida pelas outras entidades ao redor dos Estados Unidos.

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