Aldo apoia ideia de salário fixo aos lutadores do UFC

Campeão dos penas não acha correto que atletas só recebam dinheiro quando lutam, além de apoiar a criação de um sindicato

J. Aldo (foto) é o campeão linear dos penas do UFC. Foto: Josh Hedges/UFC

J. Aldo (foto) é o campeão linear dos penas do UFC. Foto: Josh Hedges/UFC

Atual campeão mundial peso pena, José Aldo é bastante crítico com a forma com a qual os lutadores são tratados financeiramente pelo UFC. O atleta voltou a se manifestar sobre o assunto e concordou com a ideia dada por Vitor Belfort quanto a um possível salário para os lutadores.

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Hoje em dia, os atletas basicamente recebem uma bolsa única em cada vez que lutam, pagamento de patrocinadores (o que ficou mais limitado com o acordo de uniformes entre o UFC e a Reeebok), além de uma verba pré-definida vinda da fornecedora de material esportivo. Para Aldo, cada lutador deveria receber uma quantia fixa todos os meses.

“Apoio essa ideia, lógico. Na NFL, a Nike faz os uniformes, mas os clubes pagam salários aos aletas, na NBA também é assim. Para os atletas que estão começando e não têm muitos ganhos, não recebem grande pay-per-view, a vida fica difícil. O gasto é grande com preparador físico, treinador e sparring, pois ninguém, hoje em dia, vai para a academia levar soco de graça. Se isso acontecesse, seria ótimo, senão, vamos levando. Querendo ou não, estamos sujeitos a lesões, podemos ficar muito tempo parados, o que prejudica o atleta, que só ganha quando está lutando. Se estiver machucado, a renda fica de lado. É bom sempre um patrocinador para apoiar, pois é isso que mantém o atleta”, disse Aldo, em entrevista ao site do canal “Combate”.

Muitos consideram que uma forma de tornar esta ideia viável seria com a criação de um sindicato de lutadores de MMA profissionais. Aldo apoia a ideia, mas não imagina isso acontecendo. “Ninguém cogitou isso. A classe dos atletas é muito desunida por ter aquele passado de rivalidades entres academias e modalidades. Claro que é diferente de antigamente, mas ainda há isso. É aquele coisa: farinha pouca, meu pirão primeiro. Se eu não lutar por um preço, amanhã vem outro e aceita. A desunião é grande, por isso não temos tantos ganhos”, completou.

Aldo voltará ao octógono em pouco mais de dois meses. No dia 12 de dezembro, o campeão faz a unificação dos cinturões linear e interino dos penas na luta principal do UFC 194, em Las Vegas (EUA). Seu adversário será Conor McGregor.

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