Cyborg afirma que só luta em peso casado no UFC

Brasileira peso pena diz que nada é impossível, mas ressalta que é muito sacrificante para seu corpo bater o limite dos galos

Cris (foto) fez sua primeira luta no UFC em Curitiba. Foto: Buda Mendes/UFC

Cris (foto) fez sua primeira luta no UFC em Curitiba. Foto: Buda Mendes/UFC

Veja Também

Cyborg desafia Miesha para luta de campeãs em Nova York
Adversária promete fazer Cyborg sangrar no UFC Brasília
Cris Cyborg fará luta principal do UFC Brasília
Vídeo: Cyborg chora e sofre para bater peso antes de estreia no UFC

Chris Cyborg foi bem clara para resumir sua situação no UFC: ou a organização cria a categoria peso pena feminino (66 kg) ou lutará apenas em peso casado. Sua estreia, realizada no UFC 198 contra Leslie Smith, em maio, já foi na condição proposta, que irá se repetir na próxima vez em que a brasileira entrar em ação no UFC Brasília, em setembro (24), contra Lina Lansberg. Questionada se há chances de bater o limite da categoria dos galos (61 kg), ela foi direta: “Não, apenas a minha divisão e super lutas. Eu não vou dizer ‘impossível’, mas eu sempre vou no meu limite”, falou ao site MMAJunkie (EUA).

“Houve a oportunidade de lutar no UFC 198, em Curitiba. 63 kg foi difícil para mim. Meu peso já é difícil, eu geralmente peso cerca de 77 quilos, mas eu pensei que nada é impossível e eu pensei que era tão especial por ser em Curitiba, minha cidade natal no Brasil, que eu que tentar dar o meu melhor. (…) Eu estou trabalhando com a minha equipe, fazendo o meu melhor, mas minha saúde vem em primeiro lugar. Independentemente disso, eu quero estar lá e realizar boas lutas – e não apenas subir no octógono. Eu quero lutar como Cris Cyborg, eu não quero ir lá e ser uma múmia”, disse em referência ao corte de peso sacrificante.

Cyborg, no entanto, reconhece que é difícil para o Ultimate encontrar adversárias que aceitem enfrentá-la. Segundo ela, além da dificuldade em achar atletas na faixa de peso, a falta de motivação é outro fator determinante. “Eu não acho que é o UFC que não quer isso, eu acho que é o atleta. Você não pode forçar as atletas a desafiar-se. Você precisa tomar os desafios para si mesmo. Eu faço isso. Então eu acho que cabe ao atleta. Eu não vejo as coisas como ganhar ou perder, eu acho que é sobre estar em uma grande luta, e as pessoas me enxergam como uma menina que quer estar em grandes luta. Eu acho que você não pode colocar isso no coração de alguém”.

Cris garante, também, que apesar dos duelos serem em peso caso, ela gostaria de enfrentar nomes como Holly Holm, Miesha Tate e Ronda Rousey, porém o UFC está tendo problemas para fazer tais lutas. Enquanto as superlutas não ocorrem, Cyborg se prepara para encarar Lina Lansberg na luta principal do UFC Brasília, dia 24 de setembro. Será a segunda vez que a brasileira lutará pelo UFC – ela nocauteou Leslie Smith no primeiro round no UFC 198.

Notícias relacionadas

Deixe seu comentário

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments