Após bater Barão, D’Silva diz lamentar má fase do brasileiro: ‘Preferia ter enfrentado outro oponente’

Ao bater ex-campeão dos galos, paraense contribuiu para confirmar a crise na carreira do potiguar; Renan não vence desde 2016

D. Silva após UFC São Paulo. Foto: VH Gonzaga

O brasileiro Douglas D’Silva teve um compromisso complicado no UFC São Paulo, realizado no último sábado (16). Além de enfrentar um compatriota, o paraense teve a missão de bater uma de suas referências no MMA e contribuir para aumentar a crise na carreira de Renan Barão, ex-campeão dos galos (até 61,2kg.). Com vitória na decisão unânime dos juízes, Douglas foi o responsável pela quinta derrota consecutiva do potiguar, que não vence desde 2016. Em entrevista após o espetáculo, com presença do SUPER LUTAS, D’Silva lamentou a situação vivida pelo atleta e afirmou o respeito que tem por Renan.

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“Ele (Barão) é um cara que eu sempre admirei muito. Entre outros, ele foi um cara que me impulsionava a treinar. Poder lutar com ele é sem palavras”, disse o paraense.

Douglas, no entanto, com expressão triste, lamentou a situação vivida por Renan, que, em suas últimas 10 lutas, conseguiu apenas duas vitórias. O atleta não vence há mais de três anos.

“A gente fica pensativo. Eu nem sonhava em lutar com ele e já o via naquela maré e pensava: ‘é um guerreiro. Ele vai se levantar’. Não demorou muito e eles casaram essa luta. Temos que ter o profissionalismo. Eu confesso que preferia uma outra pessoa. Um gringo. Nada de brasileiro. É uma pessoa que eu admiro muito”, disse Douglas.

Perguntado sobre os motivos que poderiam ter resultado na má fase de Renan na carreira, D’Silva preferiu não arriscar um palpite, apenas desejou sorte ao companheiro de profissão.

“Realmente eu não posso falar, porque eu não sei. Vai do pessoal de cada um. Eu só espero que ele se levante. Eu desejo muito que ele se erga”, disse o paraense.

Renan Barão foi o dono do cinturão dos galos, que hoje pertence a Henry Cejudo, por mais de dois anos. O atleta reinou na divisão entre 2012 e 2014, até que veio a ter sua hegemonia encerrada ao enfrentar TJ Dilashaw no UFC 173. Durante o período em que esteve como número um da categoria, Barão chegou a ser considerado por Dana White, presidente da empresa, como o melhor peso por peso da organização.

A decadência do potiguar teve início em 2017, ao perder o confronto para Brian Kelleher, amargando o segundo revés consecutivo, algo inédito em sua carreira, até então. A partir deste resultado negativo, Renan não conseguiu mais vencer dentro do Ultimate.

Barão tentou, inclusive, mudar de ares ao se arriscar na divisão dos penas (até 65,7kg.), mas também não obteve sucesso. O combatente voltou aos galos, mas, após duas falhas no corte de peso em sequência, voltou aos penas para o confronto deste final de semana.

Mesmo sendo ex-campeão, gozando de prestígio com a organização, a situação de Barão acabou se complicando após o UFC São Paulo. O UFC segue uma política de dispensar atletas que seguem sem vencer durante um período de tempo considerável. O brasileiro, desta forma, está em situação delicada dento da empresa.

Vencedor no final de semana, Douglas, apesar do sentimento ruim ao ‘prejudicar’ Barão, comemora a volta às vitórias. O paraense vinha de revés para Petr Yan, em dezembro do ano passado, e, agora, aguarda o próximo compromisso na busca pelo segundo triunfo seguido.

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