Com luta no sábado, Shogun reconhece distância do cinturão, mas afirma: ‘Nunca estive tão bem’

Ex-campeão no meio-pesado, brasileiro rejeita rótulo de ‘velho’ e planeja comprovar a boa fase no UFC 255, contra Paul Craig

M. Shogun (foto) enfrenta P. Craig no UFC 255. Foto: Reprodução/Facebook @ufc

Um dos responsáveis pela difusão do MMA no mundo, Maurício Shogun está de volta. Aos 38 anos, o curitibano enfrentará Paul Craig no UFC 255, neste sábado (21), e tentará comprovar a boa fase na carreira. Em entrevista ao ‘Combate’, o brasileiro foi realista ao falar de cinturão, analisou o adversário do final de semana e rejeitou o rótulo de ‘velho’.

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Contra Craig, Maurício reeditará um confronto realizado há pouco mais de um ano, no UFC São Paulo. Na ocasião, o brasileiro empatou com o adversário em uma das lutas mais movimentadas do evento. Shogun, então, avaliou o primeiro confronto e traçou os planos para não passar pela mesma situação.

“Eu achei que venci aquela luta. Todas as pessoas com quem eu conversei também acharam que eu venci. Mas a gente não tem esse controle do resultado. Agora é outra luta, outro momento, sei que o Paul Craig vai vir bem preparado. Mas será outra luta. Ele é um cara grande, alto e que gosta muito de jiu-jítsu, se sente confortável por baixo, gosta do chão. Eu já o conhecia da outra luta, agora estudei de novo o jogo dele. Sei que vai ser uma luta dura. Ele é um cara duro, jovem”, afirmou Maurício.

Profissional no MMA desde 2002, Shogun também comentou sobre o rótulo de ‘velho’ colocado por algumas pessoas. Lenda do extinto Pride, o curitibano de 38 anos explicou o motivo de rejeitar o adjetivo.

“Eu sou uma das últimas pessoas do Pride que ainda lutam. Mas as pessoas não entendem que eu comecei muito cedo no Pride. Eu tinha apenas 23 anos. Agora eu estou com 38, mas não me considero um cara velho. Tem pessoas que estavam no auge aos 40, como o (Fabrício) Werdum e o Demian (Maia). É de cada um. Eu nunca estive tão bem no UFC como estou agora. Nas últimas sete lutas, eu venci cinco, empatei uma e perdi uma. Desde quando entrei no UFC em 2009 não estive tão bem. Acho que as pessoas pegam um pouco no meu pé porque me viam lutando desde o Pride até agora. Mas é uma escolha muito pessoal de cada um, esse negócio de parar”, explicou.

Campeão dos meio-pesados do Ultimate entre 2010 e 2011, Maurício, hoje é o 14º no ranking, uma posição à frente de seu adversário do final de semana. Longe do top 5, o brasileiro foi realista ao comentar as chances de voltar a disputar o cinturão e adotou a postura de ‘pés no chão’ para tratar do futuro.

“Eu não penso em cinturão, mas sei que pela minha história talvez encurtaria meu caminho até lá. Mas realmente não penso nisso agora, penso no Paul Craig. Depois da luta vejo o que penso, mas meu foco agora é nele 100%. E eu tenho que ser humilde em reconhecer que há pessoas que merecem mais do que eu essa chance”, finalizou.

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