Mayra Sheetara promete grande show no UFC Vegas 40 e crava nocaute sobre rival francesa

Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, a lutadora brasileira falou sobre a sua preparação e afirmou que fará Manon Fiorot provar do 'próprio veneno'

M. Sheetara irá para o seu segundo combate na temporada 2021 Foto: Instagram

Pronta para a sua segunda luta em 2021, Mayra ‘Sheetara’ Bueno mostrou empolgação e prometeu um grande show aos fãs brasileiros. Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, a brasileira falou sobre sua preparação para o UFC Las Vegas 40 e cravou que irá nocautear a francesa Manon Fiorot no próximo sábado (16). Confira esse e outros assuntos do bate papo.

PUBLICIDADE:

LEIA MAIS: IMAGEM FORTE: Veterano ex-UFC sofre cinco fraturas no rosto ao ser nocauteado no ‘boxe sem luvas’

LEIA TAMBÉM: #Stories Confira fotos de 20 estrelas do MMA na infância

PUBLICIDADE:

Veja Também

“Não importa como vai ser, eu vou dar um grande show. Eu estou muito animada que dessa vez vai vir um nocaute. Ela vai sentir do ‘veneno’ dela. Eu estou muito animada para essa luta. A gente não controla o resultado, só controla o que a gente faz. Dessa vez eu trabalhei duro, eu estou com a cabeça boa, estou bem, eu garanto que no próximo sábado, a luta vai ser um show. Eu me lembro que na luta contra a Montana (De La Rosa), quando a luta acabou, o Dana White estava de pé aplaudindo. Se ele estiver de novo na arena assistindo, ele vai aplaudir de pé de novo”.

Como foi a sua preparação para o combate contra Manon Fiorot? O adiamento do duelo (previsto para o UFC 266) te atrapalhou de alguma forma?

“Nós fizemos um camp maravilhoso, a gente tava pronto para o UFC 266. A parte ruim foi ter que cortar o peso duas vezes, já que eu não costumo muito perder peso em sauna, geralmente eu perco peso na dieta e quando eu fiquei sabendo, já era na quarta pela manhã e eu já estava quase no peso. Isso me complicou, perder peso duas vezes foi uma coisa ruim, mas, fora isso, foi tudo tranquilo. Eu estou bem, estou feliz. Lógico que a gente queria lutar no UFC 266, um palco maior e com público, mas, os planos de Deus são maiores do que os meus e eu estou muito feliz com isso”.

PUBLICIDADE:

A sua última luta (contra Montana De La Rosa, em fevereiro) acabou empatada porque o árbitro tirou um ponto seu alegando que você se segurou na grade. Qual foi o seu sentimento após a luta? Achou que ele foi rigoroso demais?

“Então, eu acho que ganhei aquela luta. Mas, quando eu saio da minha casa, eu saio para fazer um grande show. O empate, vitória ou derrota é relativo, eu fui lá para dar um show e acho que eu consegui. Naquele dia, talvez eu não tenha escolhido as melhores técnicas ou as melhores defesas, mas eu saí de casa com um objetivo e eu alcancei”. O que me deixou chateada, não foi o ponto tirado. Eu reconheço que errei e tá tudo bem. Mas, ele poderia ter só me advertido, porque foi um como um ‘susto’ e outra coisa, ela me seis socos na nuca e ele não advertiu ela. Isso foi uma coisa que me deixou muito chateada. Ele tem que ser justo. Eu errei? Errei. Mas ela também errou e ele tinha que ter tirado ponto dela também”.

PUBLICIDADE:

Como foi o período de treinamento em Las Vegas?

“Olha, foi tudo uma ‘montanha russa’, aconteceu muita coisa nesses últimos dias. Após o adiamento do duelo no UFC 266, se eu fosse embora não poderia voltar para lutar no card desse final de semana, porque não tinha tempo hábil para poder tirar outro. A minha treinadora não iria poder ficar porque o visto dela já estava pra vencer. O meu treinador de jiu-jítsu testou positivo antes de viajar, então ele não pôde vir (para Vegas). Foram dias muito loucos, a gente não sabia o que iria fazer. Eu não queria ficar em Vegas, queria ir embora, mas me falaram que se eu fosse embora só lutaria ano que vem. Eu sou muito caseira, muito família, então queria muito ir embora, mas, não pude”.

Na sua divisão (peso mosca), o Brasil tem quatro representantes no top-10 (Taila Santos, Jéssica Andrade, Jennifer Maia e Viviane Araújo). Você já se vê no meio das suas compatriotas no topo do ranking?

“Eu queria muito (chegar ao top-10) após a luta contra Montana. Já era para eu estar ‘nas cabeças’, mas, infelizmente a gente não levou a vitória. Mas, como eu disse, eu não penso muito nisso. Eu penso em fazer bem o meu trabalho. Fazendo isso, automaticamente, o resultado vem. Eu sou paga para ir lá e lutar, independente se for a campeã ou a última do ranking. Eu não me preocupo muito com essa coisa de ranking não, se eu fizer o meu trabalho com excelência, daqui a pouco eu sou a campeã”.

Já imaginou um possível duelo com a campeã Valentina Shevchenko?

“Com certeza. Ela é muito fria, não se expõe. Ela é um jogo difícil para qualquer um. A Valentina não erra e isso que torna ela muito perigosa. Eu não a considero como a mais forte da categoria, mas, o que a torna uma campeã tão dominante, é a inteligência que ela tem. Ela não erra, ela não pisa fora da curva e é isso que chama muito a atenção. As lutas dela não são nada empolgantes, mas, ela faz o que tem que fazer, vai lá vence e pronto”.

SOBRE MAYRA SHEETARA

Contratada em 2018 após participação no reality show Contender Series’, Mayra busca vencer a sua primeira luta na temporada 2021. Até aqui, a lutadora de Uberlândia conseguiu duas vitórias, uma derrota e um empate na empresa. No MMA profissional, a atleta tupiniquim ostenta um cartel de sete triunfos, um revés e um empate.

Podcast #40: José Aldo ainda pode ser campeão no UFC?