Ex-campeão do UFC, Rampage confirma ter recusado ‘Hall da Fama’ e dispara: ‘Me honrem com um cheque’

Ícone do MMA, atleta faz longo desabafo, com direito a acusações, que o fazem carregar mágoas com organização por anos

Q. Jackson lutou pelo UFC entre 2007 e 2013. Foto: Reprodução/Instagram

Ex-campeão do UFC, Quinton Jackson não fará parte do ‘Hall da Fama’ da organização. Segundo o ícone do MMA, houve um convite, mas uma mágoa antiga o fez recusar a oferta de forma categórica. Em entrevista ao ‘The MMA Hour’, com direito a longo desabafo, ‘Rampage’ explicou a situação.

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“Quero que eles se fod**. Eu não luto para o título de ‘Hall da Fama’. O que eu ganho com isso?”, disse Jackson.

Com a frase, o ex-campeão dos meio-pesados (até 93kg.) da organização passou a explicar como, segundo ele, o Ultimate prejudicou sua carreira, não só como lutador. As críticas variam entre perdas de contrato com o universo cinematográfico como apoio de marca esportiva.

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“Não se se disse isso serei processado, mas o que posso falar é que, depois que eu fiz ‘(The) A-Team’ (filme de 2010), algumas organizações dificultaram que eu fizesse outros filmes. Isso é tudo que posso falar. Eu assinei com uma das maiores agências em Hollywood e eles não fizeram merd** nenhuma por mim. Senti que foi de propósito. Na verdade, sei que foi de propósito, porque, agora, eles (membros que movem a agência) são proprietários do UFC. (…) Por isso vocês não me viram mais em filmes”, garantiu.

As acusações não pararam por aí. Quinton também falou sobre um suposto caso envolvendo a marca esportiva ‘Reebok’.

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“Eu estava me preparando para lutar e consegui um grande contrato com a Reebok e, aí, o UFC ficou como: ‘não conhecemos a Reebok. Você não pode assinar com eles’. Imediatamente depois, o UFC faz um grande contrato com a Reebok. (…) Foi por isso que eu saí e, quando saí, UFC disse a todos que eu estava aposentado. Fui para o Bellator e a maioria dos fãs não me seguiram nas redes sociais por pensarem que eu tinha parado”, contou.

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Por fim, Jackson voltou a falar sobre o convite para compor o seleto grupo de atletas presentes no ‘Hall da Fama’. O veterano reforçou que o título não o interessa.

“Me honrem com a porr* de um cheque. Não somos como jogadores de basebol, futebol americano. Não temos pensão ou algo do tipo. Os caras que vão para o ‘Hall da Fama’ têm pensões. Tive muitas lesões e dores para dar muito dinheiro ao UFC, vendendo pay-per-view e ingressos. Por que me importaria com ‘Hall da Fama’? Para ser famoso? Não luto para ser famoso”, encerrou.

Um dos responsáveis pela difusão do MMA nos anos 2000, Jackson, hoje, está com 43 anos. Seu último compromisso nas artes marciais mistas aconteceu em dezembro de 2019, quando foi nocauteado por Fedor Emelianenko.

Lenda do PRIDE, Rampage chegou ao UFC em 2007. Pela organização, o atleta atingiu o topo do mundo nos meio-pesados quando superou Chuck Liddell, em sua temporada de estreia. O combatente deixou a companhia em 2013, após sua derrota para Glover Teixeira.

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