Passado na aviação e vaias de brasileiros: conheça a história de Cannonier, que tenta ‘chocar o mundo’ contra Adesanya no UFC 276

Com início na divisão dos pesados e ‘dois empregos’ no passado, Jared precisou se superar até chegar à disputa de título dos médios do Ultimate

J. Cannonier (foto.) em vitória no UFC. Foto: Reprodução/Facebook ufc

Às vésperas da luta mais importante da carreira, Jared Cannonier sabe que tem a dura missão de destronar o legado de Israel Adesanya no UFC 276, evento programado para acontecer no próximo sábado (2), para que possa vestir o cinturão dos médios (até 83,9kg.) do Ultimate.

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Porém, para além do nigeriano, o ‘Killa Gorilla’, como é conhecido por seu apreço ao animal, não teve trajetória fácil. De passado na aviação e vaias de brasileiros até a aguardada oportunidade pelo título dos médios, ele precisou se superar e, agora, tem a grande chance de consagração. Com isso, o SUPER LUTAS reuniu os principais destaques da carreira do lutador no esporte.

Passado na aviação e início no MMA

Antes de começar a competir no MMA amador, Cannonier chegou a trabalhar, por oito anos, na Federal Aviation Administration – FAA (Administração Federal de Aviação, em tradução livre), agência de transporte governamental. O norte-americano era especialista em sistemas aéreos. O lutador, inclusive, relata que trabalhava por 10h por dia e, após o turno, treinava à noite. Ele pesava cerca de 136kg. no período.

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Disposto a seguir atrás de seus objetivos, Jared optou por iniciar as atividades físicas para se manter em competições atléticas e, aos poucos, desenvolveu suas habilidades para descobrir seu dote na trocação. Com início promissor em 2011, o lutador competia nos pesos pesados (até 120,2kg.), onde conquistou dois títulos no Alasca.

Estreia com o ‘pé esquerdo’

S. Jordan (dir.) desfere soco em J. Cannonier. Foto: Reprodução/Facebook

Se a trajetória de Jared no Ultimate é marcada por grandes nocautes e potência nos golpes, o norte-americano precisou passar por um começo difícil na organização. Ainda nos pesados, o ‘Killa Gorilla’, como é conhecido, encarou Shawn Jordan, mas acabou nocauteado ainda no primeiro round.

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A derrota marcava o fim da invencibilidade de Cannonier no MMA. Para o desafio seguinte, ele precisou sair de sua ‘zona de conforto’ e foi até a Croácia, onde conseguiu seu primeiro triunfo via nocaute, também no primeiro assalto, diante de Cyril Asker. Ele faturou o prêmio de ‘Performance da Noite’.

Vitória sobre ‘Spider’ e rixa com brasileiros

J. Cannonier (dir.) superou A. Silva (esq.) no UFC 237. Foto: Reprodução / Facebook @ufc

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À medida em que o tempo passava, Cannonier sabia que não poderia se manter na divisão dos pesados e, depois de experiência nos meio-pesados, decidiu se preparar por um corte de peso específico para competir nos médios (até 83,9kg.), onde teria vantagens físicas sobre seus adversários.

E foi na divisão que, depois de bater David Brunch no debute, partiu para a missão mais difícil de sua carreira até então. O norte-americano, ainda com 15 lutas no MMA, viajou até o Rio de Janeiro para medir forças contra Anderson Silva.

O triunfo, no entanto, acabou em sabor amargo com uma lesão do ‘Spider’ em um chute baixo. Ele ainda foi criticado por comemorar o resultado positivo e recebeu uma sonora vaia do público presente na Jeunesse Arena. Por isso, Jared ainda evitou pedir desculpas e, apesar de declarar respeito à lenda brasileira, ressaltou que não sentia o mesmo pela torcida.

“Gostaria de agradecer ao Anderson (Silva). Quero agradecer a ele pela oportunidade. Ele oderia enfrentar qualquer um, mas aceitou me encarar. Só tenho respeito por ele. Mas, com os torcedores, é diferente. Eles não têm respeito por mim, e eu não tenho por eles”, disse Cannonier, na ocasião.

Série positiva e chance pelo título

J. Cannonier (esq.) nocauteou D. Brunson (dir.) no UFC 271. Foto: Reprodução/Instagram @ufc

Depois de superar Anderson Silva, o atleta esteve perto de disputar o título e optou por duelar contra outro ex-campeão: Robert Whittaker. Em luta de tirar o fôlego, já na pandemia do coronavírus, os dois atletas deixaram tudo no octógono, mas o norte-americano não saiu com os ‘braços erguidos’ nos pontos.

A derrota, porém, serviu como um incentivo. Após o revés sobre o australiano, Jared voltou ao caminho dos triunfos contra Kelvin Gastelum e, apesar de chegar como azarão e começar mal, ele confirmou o passaporte como ‘desafiante’ nos médios ao virar a luta com duras cotoveladas diante de Derek Brunson.

Em alto e bom tom, após o anúncio oficial, Cannonier se direcionou para Dana White e exigiu uma luta pelo título. Hoje, dentro do top 5, o norte-americano é o único que não foi derrotado pelo atual campeão, Israel Adesanya. Em sua carreira, são 15 resultados positivos e cinco negativos, além da chance de ‘chocar o mundo’ contra o nigeriano no UFC 276 do próximo sábado (2).

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