Renzo Gracie dá sua versão sobre confusão em boate: ‘Ninguém atingiu ninguém’

Brasileiro, que chegou a ser preso, diz que não chegou a agredir o ‘covarde’ segurança do local

R. Gracie (foto) não crê que o Spider vá recuperar o cinturão dos médios. Foto: Josh Hedges/UFC

R. Gracie (foto) deu sua versão sobre confusão em Nova York. Foto: Josh Hedges/UFC

Renzo Gracie finalmente quebrou o silêncio e se manifestou pela primeira vez desde que foi preso após se envolver em uma confusão na semana passada. O brasileiro, ex-lutador do PRIDE e UFC, foi detido ao lado de seis pessoas, incluindo seus primos Igor e Gregor, devido a uma briga ocorrida na frente da boate 1-Oak, em Nova York (EUA).

Liberado poucos dias depois após pagar fiança, Gracie participou, nesta terça-feira (27), do podcast The MMA Hour, no qual deu sua versão sobre os acontecimentos. De acordo com o lutador, a confusão aconteceu após o segurança da boate, Craig Molesphini, ter insultado vários clientes que estavam no local.

“Eu o vi insultando muita gente, e pensei que, se ele falasse algo para mim, eu bateria nele”, disse Renzo, que afirmou que houve um alarde excessivo em relação ao ocorrido. “Não foi grande coisa. Foram as pessoas que fizeram do episódio algo grande. O promotor público me viu lá e decidiu chamar a imprensa, fazer um drama e dizer que seríamos processados por agressão coletiva.”

Contudo, Gracie afirmou que sequer chegou a agredir o segurança, já que o próprio teria pedido para não brigar. “Na minha vida, fiz uma promessa de que nunca bateria em alguém que se acovarda. O cara se acovardou, pediu para jogarem a toalha. Eu não podia bater nele, eu simplesmente levantei. Quando eu estava me afastando, ele se levantou e chamou os outros seguranças, que eram em torno de 20 pessoas, dizendo a eles para nos atacarem. Então, quando tentávamos entrar no carro, os seguranças estavam correndo atrás de nós. Quando os policiais chegaram, ele fez um escândalo enorme e nos fez sermos presos”, detalhou.

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Gracie e seu grupo irão a julgamento do dia 17 de julho. O lutador não acredita que precisa de um advogado. “Eu vou colocar um grupo de advogados para defender os garotos, mas eu não preciso de defesa. Eu posso ir lá, falar por mim mesmo e resolver isso. Duvido que algum juiz irá duvidar do que eu falo.”

Confira as declarações de Renzo Gracie ao programa The MMA Hour:

“[O que aconteceu] Não foi grande coisa. Foram as pessoas que fizeram do episódio algo grande. O promotor público me viu lá e decidiu chamar a imprensa, fazer um drama e dizer que seríamos processados por agressão coletiva. ‘Agressão coletiva’ é caracterizada por três pessoas agredindo um indivíduo e causando sérias lesões, o que nunca aconteceu. Agora que eles assistiram às fitas, eles perceberam que nada aconteceu além de eu ter derrubado o cara e montado. Quando eu ia começar a bater nele, ele me disse ‘por que você está fazendo isso? Eu não te conheço, por que você está me batendo?’.

Na minha vida, fiz uma promessa de que nunca bateria em alguém que se acovarda. O cara se acovardou, pediu para jogarem a toalha. Eu não podia bater nele, eu simplesmente levantei. Quando eu estava me afastando, ele se levantou e chamou os outros seguranças, que eram em torno de 20 pessoas, dizendo a eles para nos atacarem. Então, quando tentávamos entrar no carro, os seguranças estavam correndo atrás de nós. Quando os policiais chegaram, ele fez um escândalo enorme e nos fez sermos presos.

André Gusmão [ex-lutador do UFC] estava assistindo a tudo na calçada. É ridículo. O promotor disse que ele não participou da confusão, ele só conversou comigo em português, quando eu pedi a ele para avisar à minha família que eu precisarei ficar fora de casa por alguns dias. E ele foi preso.

Agora eu vejo que muitas vezes o sistema de justiça não funciona, mesmo que seja um sistema bom e eficiente. Nós fomos os únicos que foram presos. Se houve alguma agressão coletiva, foi quando os três caras pularam em cima do Igor. Sorte que ninguém atingiu ninguém. O tempo inteiro foi a gente se agarrando, sem haver um chute ou um soco. A única vez que alguém quedou alguém fui eu.

A confusão foi diretamente com essa pessoa que está nos acusando, porque ele era rude com todas as pessoas que chegavam perto da porta. Para você ter uma ideia, acabei de receber um convite para jantar com 15 seguranças que me disseram que eles desejavam há muito tempo que aquilo acontecesse com aquele cara. Isso mostra o quanto ele é odiado no meio.

Eu vi insultando muita gente, e pensei que, se ele falasse algo para mim, eu bateria nele. Mas ele foi tão covarde que eu não tive a chance. Eu vejo um covarde como um saco de cocô – eu não posso sujar minhas mãos. Agora ele está dizendo que vai me processar. Vai me processar pelo quê? Ele nem se machucou. O cara tem 1,90 m de altura, mais de 100 kg, e se acovardou. Espero nunca ter um filho assim.”

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