White responde a críticas de Wanderlei: ‘Ele tentou colocar uma cortina de fumaça’

Presidente do UFC destaca respeito ao lutador brasileiro e diz que não esperava por um banimento vitalício de comissão

Dana White respondeu às recentes atitudes de Wanderlei. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC

Dana White respondeu às recentes atitudes de Wanderlei. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC

O presidente do UFC, Dana White, se manifestou pela primeira vez para comentar todos os episódios recentes envolvendo o lutador brasileiro Wanderlei Silva.

Na semana passada, Wanderlei divulgou um vídeo no qual fez várias críticas à atual política do UFC e, desgostoso, anunciou sua aposentadoria do MMA. Já nesta terça-feira (23), o ex-campeão do PRIDE recebeu um banimento vitalício e uma multa de US$ 70 mil da Comissão Atlética de Nevada por ter se negado a realizar um exame antidoping surpresa em maio.

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Geralmente sem papas na língua e ríspido com as palavras, White adotou um tom calmo e respeitoso para falar dos episódios envolvendo o brasileiro, mas destacou que Wand fez as críticas a fim de tirar os holofotes de seu problema com a comissão. “Acho que ele tentou colocar uma cortina de fumaça. Ele fez isso poucos dias antes de ir a julgamento da Comissão Atlética de Nevada. O cara correu de um exame antidoping… Eu venho dizendo há um longo tempo que algo sério iria acontecer com ele”, avaliou Dana, em entrevista ao site oficial do UFC.

Mesmo prevendo que algo grande poderia acontecer com Wand, White se mostrou surpreso com a punição aplicada. “Eu não esperava por um banimento vitalício, mas, provavelmente, a pior coisa que você pode fazer é fugir de um exame antidoping. Você não pode fugir de um exame”, acrescentou.

Enquanto Wanderlei acusa o UFC de tratar mal os seus atletas, White procurou não atacar o brasileiro. “Eu nunca disse nada de ruim sobre Wanderlei Silva na minha vida. Eu sempre o respeitei e não há como ele dizer que eu ou Lorenzo Fertitta [sócio da empresa que detém o UFC] o desrespeitamos. Não há nada mais que precisa ser dito”, encerrou o dirigente.

Relembre o caso envolvendo Wanderlei e o antidoping

Em maio, Wanderlei se negou a fazer um exame antidoping surpresa como preparativo para a luta que faria contra Chael Sonnen no UFC 175, em julho. Na época, Wanderlei disse que não havia compreendido as intenções do funcionário da comissão, alegando que ficou confuso com os papéis em inglês.

Dias mais tarde, em julgamento da NSAC, Wand mudou sua versão e alegou que se negou a fazer o exame pois havia tomado diuréticos, uma substância proibida, a fim de ter uma recuperação mais rápida de uma lesão que sofreu na briga com Sonnen nas gravações do TUF Brasil.

Com isso, iniciou-se uma briga entre os representantes de Wanderlei e a Comissão de Nevada. Advogado de Wand, Ross Goodman alegou que a NSAC não tinha autoridade para punir o brasileiro, já que o lutador não estava licenciado pela entidade quando foi requisitado o exame antidoping surpresa. A comissão, em contrapartida, alegou que Wand estava confirmado em um evento de Las Vegas, e, por isso, deveria fornecer qualquer tipo de amostra quando solicitado. A NSAC acrescentou que viu o episódio como uma tentativa do lutador em “trapacear sem repercussões”.

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