Da rejeição no peso mosca ao topo dos galos: Sheetara, a mineirinha que pode assumir trono de Amanda Nunes no UFC 297

Brasileira pode entrar para a história do MMA neste fim de semana e se tornar a quarta brasileira campeã do Ultimate

Mayra Sheetara Holly Holm

Mayra Sheetara (esq.) em luta contra Holly Holm (dir.). Foto: Divulgação/UFC

Há quase 10 anos, uma mineirinha de Uberlândia iniciaria sua trajetória no MMA. Seu nome? Mayra Bueno da Silva. De sobrenome tradicional no Brasil, a lutadora, neste sábado (20), no Canadá, terá a oportunidade de entrar para a história do esporte em seu país. No fim de semana, pelo UFC 297, a lutadora mede forças com Raquel Pennington em disputa do cinturão vago dos galos (até 61,2kg.), título que, por anos, pertenceu a Amanda Nunes.

No topo do MMA mundial, Mayra, de 32 anos, vive seu auge. No entanto, se engana quem pensa que tudo foram flores até que a brasileira chegasse no momento mais importante de sua carreira.

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Confira os resultados do UFC 297, no Canadá. Foto: Divulgação/UFC

Neste especial, a equipe do SUPER LUTAS narra a trajetória de Sheetara do início de sua carreira até a disputa de cinturão no UFC 297.

Do supermercado ao MMA

Antes de ser inserida no MMA, Sheetara trabalhou em um supermercado. O início da mudança, no entanto, aconteceu em 2013, quando, para entrar em forma, a atleta passou a se dedicar aos treinos de artes marciais.

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Dois anos depois, a mineirinha faria sua estreia como profissional nas artes marciais mistas.

O debute nas artes marciais mistas

A primeira luta de Sheetara aconteceu no Delta Fight Club. Já afiada no jiu-jitsu, a mineira não teve dificuldades para passar por Shun Lee, batendo a adversária por finalização em menos de um minuto de confronto.

Da estreia ao primeiro cinturão, foram dois compromissos, ambos vencendo na via rápida. Na sequência, a conquista do título pelo Batalha MMA.

O cinturão levou Mayra a um grande passo na carreira: o ‘Dana White’s Contender Series’.

Show no Contender e estreia no UFC

No Contender Series, Sheetara brilhou. Dentro do show que pode credenciar lutadores a um contrato direto com o UFC, a Mayra voltou a finalizar no primeiro round e garantiu presença no Ultimate após superar Mayana Souza dos Santos.

O desejado debute no Ultimate aconteceu em 2018, diante da experiente Gillian Robertson. O desfecho: finalização no primeiro round.

Nem tudo são flores

Com futuro promissor no UFC, Sheetara acabou vivendo períodos de instabilidade de incerteza representando o peso mosca (até 56,7kg.) da organização. Na categoria, foram quatro desafios, com uma vitória, duas derrotas e um empate.

Com trajetória irregular, o risco de demissão era real. No entanto, Mayra e sua equipe ousaram e acertaram: migrar para o peso galo.

Imparável

Dos moscas aos galos, Sheetara, enfim, conheceu a glória no UFC. Ao todo, foram quatro apresentações até que Dana White e sua equipe se convencessem e dessem à mineira a oportunidade de disputar o título que, por anos, pertenceu a Amanda Nunes.

Yanan Wu, Stephanie Egger, Lina Lansberg foram três das vítimas da impiedosa Mayra. No entanto, foi diante de uma ex-campeã que a brasileira tornou insustentável a falta de oportunidades de lutar pelo título.

UFC Las Vegas 77

Em 15 de julho de 2023, a vida de Mayra Sheetara mudaria para sempre. A lutadora, na ocasião, protagonizaria seu primeiro evento desde sua estreia na companhia.

Pela frente, a mineira tinha Holly Holm, ex-campeã responsável pelo nocaute histórico em Ronda Rousey em 2015. Porém, nem um ícone da categoria foi capaz de frear o bom momento da brasileira.

Para vencer, Sheetara precisou de pouco mais de cinco minutos. A vitória aconteceu via finalização no segundo round.

Posteriormente, a mineira acabou sendo flagra em exame antidoping pelo uso do medicamento ritalina. Após apresentar provas de que o consumo era realizado segundo prescrição médica, para tratamento do TDAH (Transtorno do défit de atenção com hiperatividade), a atleta teve gancho leve. O resultado da vitória, porém, foi alterado para ‘no contest’.

A inocência de Mayra, no entanto, foi comprovada e a lutadora confirmada como desafiante ao cinturão vago dos galos.

Sucessora de Amanda Nunes

Desde a aposentadoria de Amanda Nunes, Sheetara nunca escondeu a admiração pela lenda da divisão. Sempre respeitosa, a mineira chegou a afirmar publicamente que não seria capaz de vencer a baiana em eventual confronto.

No fim de semana, porém, Mayra poderá assumir o trono da maior da história. Caso some o título, caberá à brasileira escrever o novo capítulo do antigo grupo da ‘Leoa’.

Ficha técnica do UFC 297

Data: 20 de janeiro de 2024

Horário: A partir de 20h30 (horário de Brasília)

Local: Scotiabank Arena, Toronto, Ontário, Canadá

Como assistir: SUPER LUTAS AO VIVO em tempo real, UFC Fight Pass (todo o card) pela internet.

CARD PRINCIPAL (0h, horário de Brasília)

Peso médio (até 83,9 kg): Sean Strickland x Dricus Du Plessis – luta pelo cinturão

Peso galo (até 61,2 kg): Raquel Pennington x Mayra Sheetara – luta pelo cinturão

Peso meio-médio (até 77,1 kg): Neil Magny x Mike Malott

Peso médio (até 83,9 kg): Chris Curtis x Marc-Andre Barriault

Peso pena (até 56,7 kg): Arnold Allen x Movsar Evloev

CARD PRELIMINAR (20h30, horário de Brasília)

Peso galo (até 61,2 kg): Brad Katona x Garret Armfield

Peso pena (até 65,7 kg): Charles Jourdain x Sean Woodson

Peso galo (até 61,2 kg): Serhiy Sidey x Ramon Taveras

Peso palha (até 52,1 kg): Gillian Robertson x Polyana Viana

Peso meio-médio (até 77,1 kg): Yohan Lainesse x Sam Patterson

Peso mosca (até 56,7 kg): Jasmine Jasudavicius x Priscila Pedrita

Peso mosca (até 56,7 kg): Malcolm Gordon x Jimmy Flick

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