UFC 143: Condit vence Diaz e conquista cinturão interino

Evento trouxe vitórias brasileiras de Rafael Sapo, Renan Barão e Fabrício Werdum

Carlos Condit (foto) vence Nick Diaz e conquista cinturão interino do UFC. Foto: Josh Hedges

O polêmico Nick Diaz provocou, gesticulou e até começou bem o duelo, mas quem pode comemorar no final foi Carlos Condit. O norte-americano superou o compatriota na decisão unânime dos juízes na luta principal do UFC 143, evento realizado neste sábado (4), em Las Vegas e conquistou o cinturão interino dos meio-médios.

Além da disputa de título, o UFC 143 trouxe três brasileiros em ação, e todos deixaram o octógono com vitórias. Rafael Sapo derrotou Michael Kuiper, Renan Barão venceu Scott Jorgensen e Fabrício Werdum reestreou na organização com triunfo sobre Roy Nelson.

Condit supera provocações e fica com cinturão interino
Se o combate entre Diaz e Condit foi cercado de respeito e declarações ponderadas antes do duelo, o clima amistoso terminou logo nas instruções do árbitro antes do início da luta. Os lutadores foram com tudo para a tradicional encarada e tiveram de ser seguros pela equipe de segurança do evento.

Quando a peleja começou, Nick tomou a iniciativa e com seu boxe agressivo somou pontos em um assustado Condit. Porém, do segundo assalto em diante, Carlos ganhou confiança, entrou na luta e começou a soltar seu jogo. Por sua vez, Diaz abriu mão de lutar e partiu apenas para a provocação, abaixando a guarda e até aplicando tapas do oponente, que parecia não se afetar com as atitudes.

No último round, disposto e finalizar o combate, Nick conseguiu levar a disputa para o chão e até conseguiu chegar as costas do adversário, mas Carlos se defendeu bem e evitou a finalização. Depois dos cinco rounds, os três juízes laterais deram a vitória para Carlos Condit (48×47, 49×46, 49×46).

Com o triunfo, Carlos Condit, que é ex-campeão do WEC, se credencia para unificar os títulos do UFC na categoria de meio-médios contra o canadense Georges St. Pierre, que está fora de ação devido a uma grave lesão no joelho.

Werdum retorna ao UFC com vitória sobre Roy Nelson
Fabrício Werdum retornou ao UFC neste sábado, depois de três anos no Strikeforce, em grande estilo. Diante do duro Roy Nelson, o brasileiro abusou de sua maior envergadura para controlar a distância, dominar a nuca do oponente e acertar boas joelhadas.

O faixa-preta gaúcho ainda conseguiu derrubar Nelson, chegar as costas e quase finalizar a peleja. Mas o norte-americano, que estava com um corte profundo no rosto, conseguiu se manter na peleja até o final do terceiro assalto. Ao final dos 15 minutos regulamentares, vitória de Fabrício Werdum na decisão unânime dos juízes (30x,27, 30×27, 30×27).

“Eu sabia que o Roy Nelson era um cara duro. Treinei muito as joelhadas e os chutes e felizmente deu certo”, disse o brasileiro ainda no octógono.

Koscheck bate Pierce na decisão dividida
Depois de muitas provocações antes do combate, Josh Koscheck e Mike Pierce acertaram as diferenças na noite deste sábado no UFC 143. Em um duelo bastante tático e equilibrado, os lutadores não se arriscaram muito e trocaram posições no clinch para derrubar o adversário. Depois de uma leve superioridade no assalto inicial, Kosheck foi derrubado no segundo round, mas conseguiu se levantar rápido. Com a disputa em aberto, o terceiro assalto era decisivo, e Josh conseguiu conectar alguns golpes, derrubar Mike e ficar com a vitória na decisão dividida dos juízes (29×28, 28×29, 29×28)

Renan Barão vence Scott Jorgensen e pede por cinturão
O potiguar Renan Barão entrou no octógono neste sábado para enfrentar o norte-americano Scott Jorgensen, mas de olho em outro desafio: o cinturão do UFC. Diante do maior adversário de sua carreira, o brasileiro fez uma luta cautelosa, usando bem as combinações de socos, chutes baixos para somar pontos e defender bem as tentativas de queda do adversário. No último round, Jorgensen, partindo para o tudo ou nada, acertou bons golpes de direita, mas Renan conseguiu absorver bem e manter-se bem na disputa. Ao final, vitória de Renan Barão na decisão unânime dos juízes.

Ao ser entrevistado por Joe Rogan, ainda no octógono, Renan Barão não pensou duas vezes e pediu a oportunidade de lutar pelo título da categoria de pesos galos contra Dominick Cruz, atual campeão, e Urijah Faber, que se enfrentam ainda no primeiro semestre deste ano.

“Dana White, eu quero o cinturão”, gritou o brasileiro, que logo em seguida foi traduzido pelo interprete para o inglês.

Rafael Sapo leva susto, mas vence na decisão
Primeiro brasileiro a entrar em ação, Rafael Sapo passou por fortes emoções no octógono montado no Mandalay Bay Center. O faixa-preta mineiro começou a luta diante de Michael Kuiper derrubando o adversário e controlando bem a peleja por cima. No segundo round, o combate se manteve na trocação, com leva superioridade de Sapo. Mas no terceiro assalto veio a grande emoção. Logo nos instantes iniciais, Kuiper conectou um potente cruzado de direita e Rafael foi a knockdown. Por baixo, o brasileiro sofreu com potentes socos no solo. mas conseguiu sobreviver no duelo e inverter a posição. Em casa no chão, Sapo chegou a montada e quase finalizou a disputa com um katagatame. Ao final de 15 minutos, os juízes laterais deram a vitória para Rafael Sapo de forma unânime (30×27, 29×28, 30×27)

 Confira abaixo os resultados completos do UFC 143:

Card Principal

Carlos Condit derrotou Nick Diaz na decisão unânime dos juízes;

Fabricio Werdum derrotou Roy Nelson na decisão unânime dos juízes;

Josh Koscheck derrotou Mike Pierce na decisão dividida dos juízes;

Renan Barão derrotou Scott Jorgensen na decisão unânime dos juízes;

Ed Herman finalizou Clifford Starks com um mata-leão no R2;

Card Preliminar

Dustin Poirier finalizou Max Holloway com um triângulo no R1;

Matt Riddle derrotou Jorge Lopez na decisão dividida dos juízes;

Edwin Figueroa derrotou Alex Caceres na decisão dividida dos juízes;

Matt Brown derrotou Chris Cope por nocaute técnico no R2;

Stephen Thompson derrotou Dan Stittgen por nocaute no R1;

Rafael “Sapo” Natal derrotou Michael Kuiper na decisão unânime dos juízes.

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