Agora aposentado, Chael Sonnen brinca: ‘Fui o melhor trapaceiro do esporte’

Atleta brinca com casos de doping e trata com normalidade casos que o afastaram do MMA anos atrás

C. Sonnen brinca com casos de doping. Foto: Reprodução/Facebook BellatorMMA

Para muitos entusiastas do MMA, Chael Sonnen fará muita falta. Após ser mais uma das vítimas do brasileiro Lyoto Machida, na última sexta-feira (14), pelo Bellator 222, o ‘Gangster Americano’ anunciou pela segunda vez sua aposentadoria do MMA. Bem-humorado, o atleta realizou uma publicação em sua conta oficial no Twitter, na manhã desta terça-feira (18), sobre os incidentes de doping durante sua carreira.

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“Eu não era o pior trapaceiro da minha época. Eu era o melhor”, publicou o norte-americano.

Sonnen ficou conhecido no MMA por suas declarações ácidas e a maneira com que promovia suas lutas. Apesar de nunca ter conquistado um título oficial em sua carreira como artista marcial misto, o atleta, devido ao grande carisma que tinha com o UFC, chegou a lutar pelo cinturão em três ocasiões. Duas, pelo título dos médios (até 83,9kg.), contra o brasileiro Anderson Silva (em 2010 e 2012); e outra com Jon Jones, pelos meio-pesados (até 93kg.), em 2013, quando os dois foram treinadores do TUF (The Ultimate Fighter) 17.

Em todas as ocasiões, Chael saiu derrotado. A vez em que mais se aproximou da cinta, no entanto, foi em 2010, quando castigou Silva por cinco rounds, mas foi surpreendido por uma finalização restando poucos segundos para o fim do combate.

Sonnen, em outra oportunidade, fez piada com seus problemas com exames antidoping. Em 2014, o atleta assumiu o erro e teve pena máxima, que o afastou do esporte por dois anos.

“Certa vez, meu telefone tocou e estavam me dizendo que meu nível de testosterona estava alto. Perguntei qual era o mínimo e eu estava apenas um décimo acima do permitido. Mandei refazerem o teste, pois devem ter me flagrado em um dia com nível baixo”, ironizou Chael.

Apesar das falhas, Chael conseguiu se tornar um atleta folclórico no meio do MMA. Há quem diga que o lutador carrega um personagem consigo, mas, no entanto, quando se desligam as câmeras, se trata de uma pessoa extremamente amigável.

O norte-americano deixa a carreira aos 42 anos e soma em seu cartel 47 lutas, 31 vitórias, 15 derrotas e um empate. Durante quase 20 anos de carreira, o ‘Gangster’ venceu lutadores como Wanderlei Silva, Quinton Jackson, Maurício Shogun e Michael Bisping.

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