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Após saída da ‘American Top Team’, Amanda Nunes revela incômodo em dividir treinos com Kayla Harrison

A 'Leoa' assumiu que se sentia desconfortável em treinar junto com Kayla Harrison e Yana Kunitskaya, duas atletas que poderiam enfrentá-la futuramente

A. Nunes, M. Brown e K. Harrisson durante sessão de treinos na American Top Team (Foto: Instagram/MikeBrownMMA)

Pouco mais de quatro meses após deixar a academia American Top Team, para fundar sua própria equipe, a brasileira Amanda Nunes contou detalhes dos motivos que a fizeram deixar o time que fazia parte desde 2014. Em entrevista ao podcast ‘Trocação Franca’, a ex-campeã dos galos (até 61,2kg) revelou que ter dividir treinos com duas prováveis adversárias (Kayla Harrison e Yana Kunitskaya) a deixava desconfortável.

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“Fiquei incomodada com toda a situação, é claro Não havia garotas quando cheguei a American Top Team. Fui a primeira mulher a trazer dois cinturões e colocar o time feminino na história. Quando Kayla (Harrison) chegou lá e depois (Yana) Kunitskaya, começou a criar uma situação estranha para mim, porque esse era o meu território. Outras pesos galos estavam chegando. Kunitskaya, que já estava no topo e poderia ter sido uma futura adversária com uma vitória sobre Ketlen (Vieira). Ela chegou bem, quando estava perto de se tornar a próxima adversária. Ela apareceu na academia e eu levei um susto quando entrei. Eu fiquei tipo, ‘Não, não é possível.’ Já estava criando essa situação”, disse Amanda.

Para a ‘Leoa’, a situação ficou ainda pior quando Kayla Harrison, campeã das leves (até 70,3kg) chegou a academia e, mesmo dividindo os treinos com ela, começou a provocá-la publicamente mostrando interesse em uma possível luta.

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“E então Kayla chegou e começou a falar. Eu estava tipo, ‘Cara, eu não estou segura nem no meu território.’ Fiquei meio encurralada, até porque compartilhávamos os mesmos treinadores. Ela treina com Mike Brown e eu treinava com Mike Brown. Eu já estava treinando com ele, quando ela chegou lá”, contou a ‘Leoa’.

Para Nunes, como Kayla tinha o interesse de enfrentá-la futuramente, a norte-americana deveria procurar outro lugar para treinar e não ‘invadir o seu território’.

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“Se tem alguém que carrega o nome do time, sou eu, que trouxe dois cinturões (para a ATT). Se eu não fosse quem realmente sou, campeã de duas divisões, legal, sem problemas. Mas eu já era a campeã. Ela teria que treinar em outro lugar para lutar comigo”, finalizou a brasileira.

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Destronada por Julianna Peña do posto de rainha da divisão dos galos, Amanda segue se preparando para a aguardada revanche contra a ‘Megera Venezuelana’. Enquanto o UFC ainda não oficializa a data do segundo confronto, as duas atletas participam das gravações da trigésima edição do reality show ‘The Ultimate Fighter’, onde ambas são treinadoras das equipes.

 

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