Super Lutas 6 anos: ‘Em 2007…’

Editor do Super Lutas, Lucas Carrano presta sua homenagem ao site e ao MMA neste aniversário

O início do SUPER LUTAS.

A primeira matéria produzida pelo Super Lutas.

 

Em 2007, quando o Super Lutas entrou no ar, o UFC era algo incipiente no Brasil. A sensação de vazio consumia os fãs diante da iminente extinsão do PRIDE, comprado meses antes pelo próprio Ultimate, e a ausência de um grande evento no mainstream. Mal sabíamos que muita coisa ia mudar dali pra pra frente.

Há seis anos atrás, Jon Jones, hoje um dos nomes mais importantes do esporte e número um no ranking peso por peso do Ultimate, sequer havia estreado profisionalmente no MMA. Georges St. Pierre tentava se recuperar da surpreendente derrota para Matt Serra e se preparava para o duelo contra Matt Hughes, pelo cinturão interino dos meio-médios. E Anderson Silva? O Spider já havia defendido seu cinturão por três vezes, número ainda distante das dez defesas que obteve, mas não possuia sequer metade da fama ou dos contratos publicitários que angariou ao longos dos anos vindouros.

Na reta final da última década, o Strikeforce tentava firmar um modelo de disputa. A organização realizou um evento na Mansão da Playboy e até um torneio de uma única noite, lembrando os primórdios do UFC. Na mesma época, o WEC era dominado por Urijah Faber, Doug Marshall, Paulão Filho e Carlos Condit. Nem se supunha que, anos mais tarde, ambas as organizações seriam absorvidas pelo Ultimate, juntamente com diversos atletas dos seus elencos.

Em 2007, Fabrício Werdum ainda não havia cruzado o caminho da lenda Fedor Emelianenko. Nem Antônio Pezão. Ou Dan Henderson. Anos mais tarde, o trio seria responsável por encerrar, com três derrotas consecutivas, uma sequência invicta de quase uma década do russo. A esta altura, outro peso pesado, oriundo do evento de pro-wrestling WWE, começava a despontar no MMA. Era Brock Lesnar, que já se preparava para sua estreia no UFC, que aconteceria meses depois. Mesmo com a derrota para Frank Mir em seu debute, “o homem mais malvado do planeta” se tornaria campeão e um dos maiores vendedores de pay-per-view da história do Ultimate. Desde então, uma luta entre Lesnar e Fedor se tornou uma desejo, jamais atendido, dos fãs.

Mas nem só de boas lembranças viveu 2007. Naquela época, o preconceito contra o MMA era maior e a visão limitada daqueles que não conhecem efetivamente o esporte era ainda mais disseminada do que nos dias atuais. Honesatamente, no vocabulário popular, o termo MMA sequer era reconhecido àquela altura. Seis anos depois, algumas dificuldades ainda existem, mas muitas outras foram superadas. Os atletas são estrelas mundiais, o esporte ganhou mais e mais fãs, alguns os eventos são transmitidos até em TV aberta e, anualmente, há uma edição brasileira do reality show The Ultimate Fighter.

Em 2007, no dia 21 de novembro, Takanori Gomi foi destaque na primeira matéria escrita pelo Super Lutas. A estrela do MMA japonês era especulada como nova contratação do UFC. Gostamos de imaginar que, ao contrário de Gomi, o Super Lutas escreveu uma trajetória ascendente desde aquela notícia. Se o lutador oscilou muito, colecionou derrotas e não conseguiu repetir os bons momentos vividos nos eventos em seu país-natal, o Super Lutas hoje conta com uma base de leitores sólida, mais de 10 mil notícias já publicadas, um fórum especializado com mais de 20 mil usuários cadastrados e cerca de 300 mil postagens, quase 40 mil fãs em sua página no Facebook, e cerca de um milhão de acessos por mês. Isso sem falar na produção de conteúdo especial, textos opinativos, citações na imprensa internacional, cobertura in loco dos principais eventos e, acima de tudo, credibilidade com o público que acompanha e ama o MMA. A todos que, de alguma maneira, fizeram parte desta história, o nosso muito obrigado!

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