VÍDEO: Assista 10 nocautes brutais que marcaram a temporada do UFC | SUPER LUTAS

VÍDEO: Assista 10 nocautes brutais que marcaram a temporada do UFC

Para relembrar alguns momentos que agitaram os espectadores do Ultimate em 2020, nossa equipe selecionou grandes desfechos de confrontos no ano

Buckley (dir.) consegue o ‘maior nocaute da história do UFC. Foto: Reprodução / Twitter @ufc

Em um ano atípico, o que não faltou foram os nocautes que fazem os fãs vibrarem. Independente da categoria de peso, na temporada de 2020, atletas surpreenderam seus adversários e liquidaram confrontos de forma imponente e que renderam a alguns o bônus de US$50 mil (cerca de R$260 mil).

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Para relembrar alguns momentos importantes, nossa equipe selecionou 10 nocautes que fizeram o espectador suspirar. Confira:

1) Deiveson sobre Benavidez

O confronto aconteceu em 29 de fevereiro. O embate entre Deiveson Figueiredo e Joseph Benavidez deveria valer o cinturão vago do peso mosca (até 56,7kg.). O brasileiro, no entanto, não bateu o peso e, em caso de vitória, não levaria o título para casa.

Por ironia do destino, o paraense teve uma atuação impecável contra o norte-americano. Seguro e preciso, Deiveson não tomou conhecimento de um dos maiores nomes da história da categoria e sacramentou a vitória com um nocaute devastador no segundo round.

Meses depois, o brasileiro veio a conquistar oficialmente o título, na revanche contra Benavidez. Na ocasião, o ‘Deus da Guerra’ promoveu um outro atropelo, vencendo por finalização.

2) Garbrandt sobre Assunção

Ex-campeão no peso galo (até 61,2kg.), Cody Garbrandt viveu um ultimato no dia 6 de junho. Vindo de três derrotas consecutivas e correndo risco de ser dispensado pela organização, o atleta precisava vencer o confronto contra Raphael Assunção.

No UFC 250, o norte-americano, então, pressionado, começou devagar, mas, aos poucos, se soltou no duelo contra o brasileiro. Depois de um confronto equilibrado nos primeiros minutos, o ‘Sem Amor’, fez valer a fama de provocador e nocauteador e a um segundo do fim do assalto inicial, baixou a guarda e conectou um gancho de rara felicidade, que entrou limpo no queixo de Assunção, que caiu imediatamente desacordado.

Com moral renovada no Ultimate, Garbrandt acabou escolhido como adversário para a primeira defesa de título de Deiveson Figueiredo no peso mosca. O norte-americano, no entanto, acabou se lesionando próximo da luta, em novembro, e deu lugar a Alex Perez.

3) Ngannou sobre Rozenstruik

Considerado um dos homens mais temidos do MMA na atualidade, Francis Ngannou, há alguns anos, é um dos favoritos para uma disputa de cinturão no peso pesado (até 120,2kg.). Em 2020, o sonho do franco-camaronês de lutar novamente pelo título acabou sendo adiado, dada a demora do Ultimate em confirmar a trilogia entre Stipe Miocic e Daniel Cormier, que acabaram se enfrentando em agosto.

Sem expectativa de atuar pelo posto de líder da categoria nesta temporada, Ngannou topou o desafio de trocar forças contra o gigante e promissor Jairzinho Rozenstruik, que vinha invicto na sua trajetória no MMA. O duelo aconteceu em maio, em um dos embates mais aguardados do UFC 249.

No choque entre ‘carretas’, Francis levou a melhor. Em uma luta de trocação franca, como muitos esperavam, o franco-camaronês comprovou seu favoritismo e venceu com apenas 20 segundos, apagando o rival após acertar uma combinação de socos. Após o quarto nocaute em sequência, Ngannou voltou a ser confirmado como o próximo a luta pelo cinturão.

4) Blachowicz sobre Reyes

De azarão a campeão. Nenhuma frase poderia representar melhor o desafio de Jan Blachowicz contra Dominick Reyes. Confirmados para disputar o cinturão vago do meio-pesado (até 93kg.) depois que Jon Jones decidiu abrir mão do título, o norte-americano chegou como o grande favorito do confronto.

Reyes havia enfrentado Jones em fevereiro e acabou derrotado em uma luta que teve seu resultado bastante criticado por fãs, membros da imprensa especializada, lutadores e até por Dana White. No UFC 253, então, Dominick teria a chance de provar que era, de fato o campeão linear da divisão.

O roteiro estava perfeito para Reyes, no entanto, havia um grande problema pelo caminho: Jan Blachowicz. O polonês subiu ao octógono e conseguiu, em poucos segundos, mostrar que não daria vida fácil ao adversário e, de fato, não deu. Agressivo e potente, Jan castigou o rival por quase 10 minutos e, ao fim do segundo round, liquidou a fatura com um nocaute arrasador.

5) McGregor sobre Cerrone

Quando Conor McGregor sobe no octógono, é certeza de entretenimento antes, durante e depois do evento, independente do resultado. Depois de ficar mais de um ano sem atuar com as luvas do Ultimate, o irlandês, em janeiro deste ano, decidiu voltar à ativa e topou o desafio de trocar forças contra Donald Cerrone, no primeiro card numerado do ano.

Mesmo sem cinturão em jogo, o evento, por si só, foi um sucesso apenas pela presença do ‘Notório’ na ‘MGM Arena’, em Las Vegas. Quando muitos se perguntavam como seria a performance de Conor depois da derrota sofrida para Khabib Nurmagomedov, no histórico UFC 229, e ainda atuando entre os meio-médios (até 77kg.), McGregor deu a resposta em um minuto.

Contra um dos atletas mais carismáticos e ‘rodados’ da organização, o irlandês mostrou toda a sua agressividade e, em exatos 40 segundos, sacramentou um duro nocaute contra o ‘Cowboy’, que praticamente não tocou o adversário.

6) Yan sobre Aldo

Uma das maiores frustrações da torcida brasileira em 2020 foi não ver José Aldo novamente ostentando um cinturão do Ultimate. Considerado o melhor lutador da história do peso pena (até 65,7kg.) do Ultimate, o manauara teve a chance de ficar no topo do MMA em julho, lutando entre os galos (até 61,2kg.).

Em uma das lutas principais do UFC 251, Aldo, mesmo vindo de derrota para Marlon Moraes – em resultado contestado por muitos – na sua estreia na categoria, foi escalado para encarar Petr Yan pelo cinturão vago.

Como no debute no grupo, realizado em dezembro, o brasileiro surpreendeu com uma atuação convincente. Diante de um adversário mais jovem e agressivo, o manauara fez frente durante quatro round, mas acabou sendo vítima do cansaço e da imponência do adversário. No quinto round, o ‘Campeão do Povo’ foi superado por nocaute e se afastou momentaneamente de conquistar o segundo cinturão pelo UFC.

7) Glover sobre Smith

Uma grata surpresa brasileira para a temporada 2020 foi a confirmação do grande momento vivido pelo veterano Glover Teixeira. Aos 41 anos, o mineiro conseguiu sobreviver à renovação natural do Ultimate e tem provado a cada confronto que consegue lutar de igual para igual contra os melhores do meio-pesado.

Em maio, o brasileiro foi escalado para enfrentar o ex-desafiante ao título, Anthony Smith, em um confronto que poderia colocar Teixeira de volta ao top 5. Na luta, após um começo difícil, Glover conseguiu controlar as ações e, por quase quatro rounds protagonizou um verdadeiro massacre no rival. O mineiro controlava as ações tanto em pé, quanto no chão e, a 1m04s do último assalto, Jason Herzog optou por parar o combate, preservando a integridade de Smith.

Após o espetáculo, Teixeira foi escalado para enfrentar Thiago Marreta, no confronto que pode definir o próximo desafiante ao cinturão do grupo liderado por Jan Blachowicz. Na ocasião, Glover finalizou e segue como favorito do grupo para enfrentar o campeão.

8) Gaethje sobre Ferguson

Uma das maiores surpresas de 2020 veio de uma luta que, inicialmente, não deveria acontecer naquela ocasião. No UFC 249, famoso por ser um dos primeiros eventos que marcaram o retorno das atividades do MMA no mundo durante a pandemia do coronavírus, Tony Ferguson deveria fazer o sonhado encontro contra Khabib Nurmagomedov, na disputa pelo cinturão linear do peso leve.

Em função da falta de comunicação e impedido de deixar a Rússia, por medidas de seguranças adotadas pelo país, Khabib acabou deixando o evento e foi substituído por Justin Gaethje.

‘Jogado ao leão’, mas disposto a chocar o mundo, Gaethje topou o desafio de encara o ‘Bicho Papão’, no confronto que acabou sendo válido pelo título interino. Favorito nas casas de apostas, Ferguson acabou surpreendido e foi duramente castigado por Gaethje por quase 25 minutos.

Após um verdadeiro atropelo, o árbitro Herb Dean decidiu interromper o confronto a 3m39s do quinto round, observando o acúmulo de danos sofridos por Tony durante o confronto. Além de conquistar o posto de campeão interino, Justin encerrou uma sequência de 12 triunfos de um dos maiores nomes da história da categoria.

9) Adesanya sobre Borrachinha

Em uma das lutas mais esperadas do ano, o Brasil esteve perto de recuperar o cinturão que, por anos, pertenceu ao lendário Anderson Silva. O roteiro era perfeito: lutadores de alto nível, rivalidade simultânea e um título em disputa e ambos invictos. Estes eram os ingredientes para o embate entre Israel Adesanya e Paulo Borrachinha.

Após meses de negociação, o espetáculo foi confirmado para o UFC 253, em Abu Dhabi, na famosa ‘Ilha da Luta’. De um lado, o campeão, conhecido por sua técnica, velocidade e resistência física. Do outro, o desafiante, forte, agressivo, nocauteador, provocador e impiedoso.

Na luta, no entanto, o que se viu foi um campeão seguro de sua estratégia. Contra Borrachinha, Adesanya não errou. Com chutes baixos que impediam as ações do brasileiro, o nigeriano, aos poucos, controlou as ações e fez parecer fácil o embate que, no papel, era o mais complicado de sua carreira.

Pouco depois da metade do segundo round, Israel liquidou a fatura após uma combinação de socos, que culminaram no nocaute de Paulo. Depois do triunfo, além de manter o cinturão, Adesanya ampliou sua série invicta no MMA para 20 confrontos.

10) Buckley sobre Kasanganay

Após listar nomes que despontam no topo de suas categorias, foi de um recém-contratado um dos momentos mais emblemáticos que ficará marcado na história do UFC. Em sua segunda luta com as luvas da organização, em outubro, Joaquin Buclkey precisava se recuperar da derrota sofrida na estreia e fez isso em grande estilo.

Contra o – até então – invicto Impa Kasanganay, Buclkey, aos 2m03s conectou um golpe executado com maestria. Após ter a perna segurada pelo adversário, Joaquin, no maior ‘estilo ninja’ desferiu um chute giratório, que atingiu em cheio o queixo de Impa, que desabou desmaiado.

A imagem rapidamente girou o mundo e a ação, além da bolsa de vitória, rendeu a Joaquin um dos bônus de US$50 mil.

 

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