Com nomes em alta, Brasil pode ter oito títulos na próxima temporada do UFC; veja os candidatos

Somados às três conquistas no masculino e feminino, o país tupiniquim pode chegar próximo de triplicar o número de cinturões em 2021

Brasil pode somar oito títulos do UFC em 2021. Foto: Reprodução/YouTube UFCato

Um dos maiores seleiros para atletas nas artes marciais mistas da história, o Brasil passou por um momento de ‘seca’ de títulos nos últimos anos. A história, no entanto, começou a melhorar em 2020, quando Deiveson Figueiredo se juntou à Amanda Nunes e trouxe um cinturão para seu país. Para a próxima temporada, a expectativa é que outros lutadores tupiniquins enfrentem campeões em suas respectivas divisões e, caso tenham êxito, a nação pode ter seu número de títulos quase triplicado.

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Atualmente, o Brasil soma três cinturões no UFC. Deiveson ostenta o posto de campeão no peso mosca (até 56,7kg.) e Amanda Nunes lidera entre as mulheres, com dois títulos: um entre as galos (até 61,2kg.) e um nas penas (até 65,7kg.).

A situação, que esteve ruim de 2017 para cá, pode ser encarada com otimismo. No próximo ano, pelo menos cinco atletas tupiniquins estão na linha de frente para futuras lutas por cinturão.

Acompanhe a seguir lutadores que podem entrar para a história como campeões do Ultimate.

Jéssica Bate-Estaca

J. Andrade (foto) estreou no peso mosca em outubro de 2020. Foto: Reprodução/Instagram

Antiga campeã no peso palha (até 52,1kg.) feminino, Jéssica Bate-Estaca está próxima de tentar se tornar a segunda mulher a conquistar dois cinturões em categorias diferentes no Ultimate.

Depois de uma trajetória de sucesso na divisão até 52,1kg., a paranaense, que perdeu o título para Weili Zhang em 2019, decidiu se testar no peso mosca e se deu bem. Logo em seu primeiro desafio, a paranaense foi escalada para enfrentar a número um do ranking, Katlyn Chookagian e venceu com um duro nocaute no primeiro round.

Após o resultado, Jéssica assumiu o posto de desafiante número um e, segundo Dana White, é a favorita para trocar forças contra a perigosa Valentina Shevchenko na próxima temporada.

Charles do Bronx

C. Do Bronx atropelou T. Ferguson no FUC 256. Foto: Reprodução/Instagram

Invicto há oito lutas, Charles do Bronx teve um ano impecável. Depois de superar Kevin Lee no UFC Brasília, o paulista tanto insistiu, que conseguiu realizar o sonho de ser escalado contra um top 5.

Do Bronx, no entanto, não foi colocado frente a frente contra um adversário qualquer. O lutador foi emparelhado contra o temido Tony Ferguson, para uma das lutas principais do UFC 256. Confiante no bom momento, o brasileiro encarou o desafio com seriedade e, após três rounds, chocou o mundo com uma performance impecável, na qual anulou completamente um dos melhores lutadores de todos os tempos no peso leve (até 70,3kg.).

Após o triunfo, Charles chegou à terceira posição no ranking liderado por Khabib Nuramgomedov. O brasileiro, agora, aguarda o resultado da luta entre Conor McGregor e Dustin Poirier. A expectativa é que, caso o russo decida se manter aposentado, um cinturão seja criado e que o brasileiro o dispute contra o irlandês ou o norte-americano, que trocam forças em 23 de janeiro.

Gilbert Durinho

G. Durinho (esq.) em vitória sobre T. Woodley (dir.) em 30 de maio. Foto: Reprodução/Instagram @ufc_brasil

Com 100% de aproveitamento desde que retornou ao peso meio-médio (até 77kg.), Durinho vem assombrando a categoria com atuações sólidas e consistentes. Com duas lutas em 2020, incluindo um duro nocaute sobre Demian Maia e um ‘passeio’ sobre Tyron Woodley, o brasileiro garantiu o direito de desafiar Kamaru Usman pelo cinturão da categoria.

O duelo chegou a ser oficializado para o UFC 251. O niteroiense, no entanto, acabou testando positivo para Covid-19 e deixou a luta, dando lugar a Jorge Masvidal, que foi batido pelo nigeriano.

O atleta, agora, aguarda uma nova data para encarar Usman. A expectativa é que a disputa aconteça no primeiro semestre de 2021.

Paulo Borrachinha

Borrachinha (esq.) vence Hall. Foto: Reprodução / Twitter UFC

Mesmo derrotado por Israel Adesanya em uma das lutas mais aguardadas de 2020, Paulo Borrachinha segue como um dos principais nomes na divisão dos médios (até 83,9kg.). Atual número dois no ranking liderado pelo seu último algoz, Israel Adesanya, o mineiro não demorou muito para voltar aos treinos e segue insistindo em um confronto contra Robert Whittaker, para recuperar o caminho das vitórias.

Em entrevista recente ao PVT, o empresário de Paulo, Wallid Ismail, confirmou que seu pupilo está próximo de ter sua luta confirmada contra o australiano, que, hoje, é o número um no grupo, atrás apenas de Adesanya.

Caso o confronto saia do papel e Borrachinha supere Whittaker, o brasileiro certamente voltará ao posto de desafiante e poderá sugerir a sonhada revanche contra o nigeriano.

Neste meio tempo, Israel deve se testar entre os meio-pesados. O UFC negocia uma superluta entre o campeão dos médios contra o líder da categoria até 93kg., Jan Blachowicz.

Glover Teixeira

G. Teixeira superou T. Marreta no UFC Las Vegas 13. Foto: Reprodução/Twitter @ufc

Veterano, mas com físico de garoto, Glover Teixeira foi uma das surpresas mais gratas para o Brasil em 2020. Em grande fase e no topo da categoria dos meio-pesados, o mineiro conseguiu recuperar a condição de desafiante ao título da divisão.

Glover lutou pelo cinturão em 2014, quando enfrentou Jon Jones e acabou superado na decisão dos juízes. Mais de seis anos se passaram e o brasileiro conseguiu se manter relevante no grupo, mesmo passando por momentos de instabilidade.

O mineiro assumiu a posição de número um no ranking depois de bater Thiago Marreta no início de novembro, com uma finalização no terceirou round. Após o confronto, Dana White afirmou que o brasileiro merece uma chance de disputar o título. O sonho de Glover, no entanto, esbarra no desejo do Ultimate em promover o encontro entre Adesanya e Blachowicz.

Podcast #034: A volta de Borrachinha ao UFC e a possível aposentadoria de Fedor

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