Cinco motivos para assistir ao UFC 247 com retorno de Jon Jones e duas disputas de cinturão

Campeão meio-médio, Jon Jones coloca seu reinado à prova contra Dominick Reyes, enquanto Valentina Shevchenko tenta permanecer como número um das moscas contra Katlyn Chookagian

Pouco mais de dois meses do início de 2020, o Ultimate traz seu primeiro espetáculo com disputa de cinturão envolvida. Neste sábado (8), pelo UFC 247, em Houston (EUA), a empresa promoverá aos fãs a oportunidade de assistir duas lutas válidas por títulos da organização, além de mais 10 combates.

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Ao todo, 24 atletas subirão ao octógono e trocarão forças a fim de buscarem as melhores colocações dentro de suas respectivas categorias.

Na luta principal da noite, Jon Jones colocará novamente seu título em jogo ao enfrentar o invicto Dominick Reyes pelo cinturão linear dos meio-pesados (até 93kg.). O norte-americano busca se consolidar como um dos melhores atletas da história do esporte.

Antes do último embate, Valentina Shevchenko também atuará na tentativa de manter seu reinado. A quirguistanesa trocará forças com Katlyn Chookagian e buscará se manter no topo da categoria das moscas (até 56,7kg.).

O Brasil será representado por apenas um combatente no card deste final de semana. Antônio Arroyo será o responsável por levar o ‘verde e amarelo’ para o octógono.

Para entrar no clima, a equipe do SUPER LUTAS selecionou cinco motivos para acompanhar o UFC 247.

1)Hegemonia de Jones

J. Jones segue como campeão do UFC. Foto: Reprodução/Facebook UFC

Desde que estreou no MMA, em 2008, Jon Jones já dava sinais que tinha talento para fazer história no esporte. Mais de 10 anos se passaram e o norte-americano conseguiu provar que não era apenas mais uma promessa do esporte, mas, sim, um nome para ser perpetuado.

Dono de qualidades inquestionáveis em todas as áreas do MMA, o lutador, ao longo dos anos, se mostrou capaz de enfrentar adversários de nome e, ainda assim se manter no topo dos meio-pesados (até 93kg.).

Com 27 lutas como profissional, neste final de semana o norte-americano terá uma das tarefas mais complicadas de sua carreira, pelo menos em teoria. O campeão terá pela frente um jovem talento do esporte, que está invicto em sua trajetória nas artes marciais mistas.

Invicto há mais de 10 anos, Jones poderá somar, neste sábado, mais uma vitória e se consolidar ainda mais como um dos melhores atletas da história do esporte.

2) Dominick Ryes, talento invicto

D. Reyes (foto) prevê vitória sobre J. Jones. Foto: Reprodução/Instagram @domreyes24

Desde que ostenta o título dos meio-pesados, Jon Jones já foi testado muitas vezes contra adversários perigosos e derrotou todos eles. Com triunfos sobre nomes como Lyoto Machida, Vitor Belfort, Glover Teixeira, Alexander Gustafsson, Maurício Shogun, Thiago Marreta e Daniel Cormier, Jones acabou se tornando uma espécie de enigma vivo, o qual todos esperam decifrar para descobrir qual a forma de vencê-lo.

Neste sábado, será a vez de Dominick Reyes colocar seu plano à prova. Invicto na carreira, o atleta de 30 anos chega para tentar encerrar a hegemonia de Jon e, para isso, coloca sua invencibilidade de 12 lutas em jogo.

Durante a promoção do UFC 247, Reyes tentou provocar Jones fazendo referência a problemas extra-octógono que o campeão viveu há alguns anos. No final de semana, o desafiante verá se a tática surtiu efeito.

3) Valentina, a rainha em ascensão

V. Shevchenko (dir.) defende cinturão K. Chookagian no UFC 246. Foto: Reprodução / Facebook ufcbrasil

Ex-desafiante ao título das galos (até 61,2kg.), Valentina Shevchenko definitivamente encontrou seu lugar desde que estreou na categoria das moscas. Invicta na divisão, a quirguistanesa tem enfileirado adversárias e se mostrado superior às rivais em todos os confrontos disputados até o momento.

Dona do título desde que desbancou a polonesa Joanna Jędrzejczyk no UFC 231, em 2018, Shevchenko vem provado que merece ostentar um título da organização.

Até o momento, são duas defesas realizadas com sucesso e, neste sábado, a atleta colocará o título em jogo contra Katlyn Chookagian. A norte-americana conquistou o direito de enfrentar Valentina após derrotar a brasileira Jennifer Maia em uma das lutas do UFC 244. Agora, a atleta tem chance de fazer história ao desbancar um dos maiores nomes da atualidade no MMA feminino.

4) Zebras acontecem

Imagem do novo cinturão do UFC. Foto: Reprodução/Instagram @ufc

O card do UFC 247 será protagonizado por dois campeões que, em teoria, são superiores aos desafiantes. No entanto, a história do MMA já proporcionou aos fãs surpresas que acabaram marcando época no esporte.

Quem não se lembra da fatídica derrota de Anderson Silva para Chris Weidman em 2013? Na época, considerado, por muitos, o melhor da história, Silva entrava no octógono para mais uma defesa, mas acabou amargando uma dura derrota, que é lembrada como uma das maiores zebras da história das artes marciais mistas.

Outra lenda do esporte também já passou pelo momento de ser desbancado da condição de campeão. Em 2007, considerado um dos grandes nomes para o futuro no MMA, Georges St. Pierre acabava de se tornar campeão do Ultimate ao derrotar Matt Hughes, no UFC 65 (2006). Pouco menos de cinco meses depois, o canadense acabou sendo surpreendido por Matt Serra com um nocaute devastador que chocou o mundo do esporte (St. Pierre recuperaria o título em dezembro daquele mesmo ano).

O Brasil não só teve resultados negativos quando se trata de zebras. Em novembro de 2014, Fabrício Werdum conquistava o título interino dos pesados, mas teria que encarar de frente um dos maiores nomes da divisão, Cain Velasquez, para unificar seu cinturão.

As probabilidades atuavam contra o gaúcho. A batalha contra Cain foi confirmada na Cidade do México e o brasileiro teria que encarar o ex-campeão diante de um público que apoiaria o atleta da casa (já que Velasquez tem descendência mexicana). Na luta, Fabrício passou por dificuldades, mas se recuperou e protagonizou um dos momentos mais épicos de sua história ao finalizar o rival no terceiro round com uma guilhotina.

Neste sábado, Katlyn e Reyes estão longe de serem os favoritos nas casas de apostas. No entanto, a peso mosca, quanto o meio-pesado podem se basear na história para acreditar que é possível trair as probabilidades.

5) Único brasileiro no card

A. Arroyo em vitória no MMA. Foto: Reprodução/Instagram @arroyomma

Como único representante, Antônio Arroyo subirá ao octógono neste final de semana para levar a bandeira brasileira para o card norte-americano. O atleta, que enfrenta Trevin Guiles na última luta do card preliminar busca sua primeira vitória pela organização.

Derrotado em sua estreia pelo compatriota André Muniz, o paraense precisa provar que está apto para integrar o grupo de atletas do Ultimate.

Contra Giles, Arroyo terá um compromisso perigos, já que seu rival vem de duas derrotas consecutivas e precisa de um resultado positivo para não ter a chance de ser dispensado pela organização.

Programa de Lutas do UFC 247

DIA: 08 de fevereiro de 2020

HORA: A partir das 20h15 (horário de Brasília)

LOCAL:  Toyota Center, Houston, Texas, EUA

COMO ASSISTIR: As duas primeiras lutas serão reproduzidas pelo SUPER LUTAS. O ‘Tempo Real’ segue por todos os embates. Card completo no ‘Canal Combate’.

CARD PRINCIPAL (0h, horário de Brasília):

Peso meio-pesado (até 93kg.): Jon Jones x Dominick Reyes – luta por cinturão

Peso mosca (até 56,7kg.): Valentina Shevchenko x Katlyn Chookagian – luta por cinturão

Peso pesado (até 120,2kg.): Juan Adams x Justin Tafa

Peso pena (até 65,7kg.): Mirsad Bektic x Dan Ige

Peso pesado (até 120,2kg.): Derrick Lewis x Ilir Latifi

CARD PRELIMINAR (20h15, horário de Brasília)

Peso médio (até 83,9kg.): Trevin Giles x Antônio Arroyo

Peso mosca (até 56,7kg.): Lauren Murphy x Andrea Lee

Peso meio-médio: Alex Morono x Kalinn Williams

Peso galo (até 61,2kg.): Miles Johns x Mario Bautista

Peso galo (até 61,2kg.): Domingo Pilarte x Journey Newson

Peso galo (até 61,2kg.): Andre Ewell x Jonathan Martinez

Peso pena (até 65,7kg.): Austin Lingo x Youssef Zalal

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WANDERLEY BARROS
7 meses atrás

A vida boa do Jon Jones acabou nessa categoria, os veteranos em fim de carreira de quando ele entrou se aposentaram, agora só tem caras novos, fortes do porte e altura dele, acabou a moleza. Ele e o Cris Waidman entraram quando existiam velhos em fim de carreira, mas que tinham muito nome davam audiência eles nadaram de braçada, agora com a renovação esse tempo de moleza acabou. Veja que na luta contra Marreta (com joelhos machucados) e Gustaffsson (1ª luta), o JJ dependeu de notas favoráveis dos juízes para poder vencer e foi muito questionado até hoje.